CANDIDATO, TENS O MEU VOTO


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

Os ataques ao pensamento conservador, amplo em aceitação e concordância nacional, exacerbam-se no cenário social que se vivencia. Vêm por todos os lados, emanados por "pensadores" patrocinados com dinheiro público e até pelo mais humilde cidadão brasileiro, que desconhecendo a existência e a realidade histórica e pragmática do movimento que o absorve, mimetiza o comportamento de seus mentores, tornando-se porta-voz de discurso no qual não consegue captar a dimensão e complexidade do que expele em sua fala.
 
Estes ataques materializam-se em diversas vertentes, dentre elas, a moral. Há, obviamente, dificuldades em diversas outras questões, como a econômica, a educacional, na saúde, nos transportes. Da política nem se adentra, pois mereceria um artigo exclusivo para tratar do tema. A verdade é que, as questões citadas são de mais fácil percepção individual, pois permeiam o dia-a-dia da população em geral, que "sente na pele" os efeitos oriundos de complicações nestas áreas. Com a política e a moral é diferente. Em relação específica à moral, as percepções não são claras, ou quando são muito evidentes escondem-se no discurso simplória da  necessidade de modernização social, do avanço natural e da atualização da vida social das pessoas, do curso espontâneo do tempo. Entretanto, nem todo avanço deve ser contemplado como progresso, sob a batuta embusteira e camuflada de Direitos Humanos. Há o que deve ser visualizado sob o ângulo do regresso. Dentre eles: a legalização das drogas, do aborto e do casamento homossexual.
 
Sobre a legalização das drogas afronta-se os princípios conservadores ao afirmar que o indivíduo, dentre do sua individualidade, deve ser capaz de decidir pelo uso do seu corpo como bem lhe aprouver; que este tem consciência dos malefícios do uso das drogas mas, tem o direito de determinar pela escolha que cabe: usá-las ou não. Vejam que este discurso é vazio de conteúdo, pois para além de resguardar a individualidade, o Estado tem o dever constitucional de proteger a coletividade, e a legalização das drogas é mal social dispensável, pois desestabiliza o núcleo essencial da sociedade: a família. Enfraquece-se ainda este discurso liberalista de que a legalização das drogas diminuirá a criminalidade. É o uso do utilitarismo para contorno dos problemas. É matar os carrapatos assassinando o boi. Criminalidade não se resolve com legalização das drogas, mas com combate ao criminoso, orientação e educação do usuário, começando pelo seio familiar, estrutura única e exemplar da harmonia social. Família desestabilizada, sociedade destruída.
 
No que tange ao aborto, os ataques mentirosos e covardes ocorrem em diversas vertentes, como: número incorreto, enganoso e superestimado de mulheres mortas em clínicas de aborto; tratativa do tema como questão de saúde pública; entendimento da mulher como detentora de uso irrestrito de seu corpo; utilização de termos que negligenciam o feto; questões sentimentais, dentre outros. Já se tratou neste site, em diversos outros artigos, sobre estas vertentes, donde não há necessidade de aprofundá-las. O que se observa é que muitos brasileiros desatentos inobservam mais claramente esta hostilização, como o intuito de legalizar o aborto, utilizando-se da dados e informações falsas. Deve-se vociferar contra estas informações inverídicas.
 
Da mesma forma em relação ao casamento homossexual, fim almejado pelo movimento gay e por seus apoiadores. Estes desejam implantar e institucionalizar mandamento social que é inadmissível por ampla maioria da sociedade brasileira. Para esta implantação, valores morais seculares devem ser desconstruídos e desacreditados, como os conceitos e entendimentos sobre família, religião, sexualidade. No lugar destes valores devem ser introduzidos novos conceitos, revisados e adaptados aos ditames ideológicos esquerdista. Sai a família tradicional, entra a família sem definição rígida; sai a religião, entram as seitas; sai a formalidade do conceito de sexualidade, entra a diversidade. Os afrontes são diários e incansáveis, entretanto, nenhum apoio, de qualquer espécie, deve ser omitido do homossexual, pois sua opção sexual é subjetiva, não devendo se tolerar qualquer preconceito.

Sobre o desarmamento criminoso da população civil, verifique diretamente com o postulante qual sua opinião sobre o Estatuto do Desarmamento. Questione qual seu posicionamento sobre um Governo que desarma o cidadão de bem, mesmo contra sua vontade, armando os criminosos e permitindo que a sociedade em geral permaneça em total vulnerabilidade no quesito defesa pessoal. Questione se a atitude é correta em face de inúmeros estudos científicos comprovando que MAIS ARMAS SÃO MENOS CRIMES.
 
Mas pragmaticamente, como tentar frear toda esta onda destrutiva? Há variadas formas, desde o combate intelectualizado, à produção e divulgação de materiais (sites, blogs, revistas, vídeos) adeptos ao conservadorismo. O apoio aos que desenvolvem qualquer tipo de trabalho que visa proteger a família e os valores que a tangenciam. Criação de grupos de trabalho e institutos adeptos à causa. Enfim, o rol é extenso. Mas há também forma mais robusta de fortalecer todo o movimento em defesa dos preceitos conversadores, e esta forma ocorre na política.
 
Sob o ângulo da política, objetivamente, há dois modos: (a) criação de partido político conservador e (b) apoio e votação em candidato conservador, que é contra a legalização das drogas, contra a legalização do aborto e contra a legalização do casamento homossexual.
 
Há na atualidade 35 (trinta e cinco) partidos legalmente registrados no Tribunal Superior Eleitoral, dentre os quais mais de 30 têm viés complacente e a favor da legalização das drogas, do aborto, e do casamento homossexual. Quase inexiste partido totalmente conservador no atual cenário político brasileiro. Assim, urge a necessidade de criação de agremiação estritamente conservadora e partidária de preceitos morais louváveis. Esta ação é mais complexa, envolvendo diversos atores, em todo o território nacional.
 
A votação em candidato aderente aos preceitos expostos é de primordial importância para a alteração do cenário político-moral que se vivencia. Esta ação é das mais simples e com eficácia ampla e plena. É uma das poucas que depende subjetivamente do cidadão brasileiro, que pode mudar o perfil político de quem os representa.
 
Desta forma, nas eleições que se avizinham, questione seu candidato sobre qual o posicionamento dele sobre as questões acima. Se for contrário à legalização, é passo vestibular para dar-lhe o voto, embora outros pontos devam ser discutidos.
 
Quantos menos políticos sectários do conservadorismo estiverem atuando efetivamente em prol da causa, em todos os parlamentos e no executivo, menos força ter-se-á para a manutenção dos preceitos morais e religiosos da nação brasileira.
 
Pense nisso e questione, como eleitor, seu candidato nas próximas eleições.

Obs.: Se em qualquer resposta o candidato pronunciar TODOS E TODAS, PRESIDENTA, ELITE BRANCA e similares, vire as costas e mude de candidato.

Brasil, 07 de dezembro de 2015.