DESCONFIO QUE DESCONFIO


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

É assustadora a capacidade de imensa parcela de brasileiros em não sequer desconfiar das constantes e reiteradas provas de que estão sendo enganados pelo Governo e seus aliados, políticos ou não, mas principalmente por aqueles que um dia vociferaram que também faziam parte do rol de enganados, mas que poderiam mudar a história desses país, se uma chance lhes fosse dada. A chance lhes foi dada. De modo mais claro possível: muitos dos políticos, ex-políticos e seus apadrinhados, principalmente da esquerda, mentem descaradamente à população a mais de 20 (vinte) anos, mas esta, majoritariamente inerte, não move fio de cabelo contra o menosprezo. Exemplificando.
 
Se alguém chega à porta da sua casa, toca a campainha e zomba, achincalha, caçoa de você ou de qualquer membro da sua família, qual reação você terá de imediato? A defesa dos seus entes e de sua pessoa. Ato contínuo, este alguém retira-se da entrada da sua residência prometendo voltar no dia anterior, após modesta hostilização. Como prometido, no dia seguinte, o mesmo "alguém" retorna à sua casa e você, novamente o atende, ressabiado. Aquele, repetindo o ato pretérito, ridiculariza, troça e debocha de você e de toda a sua família. Qual sua reação? Novamente, o que se espera, é que a reação seja mais enérgica que a do dia anterior. Esta seria a reação normal e aceitável ante o cenário descrito. Mas a cena se repete, com pequenas hostilizações. No terceiro dia você já espera a chegada do visitante de portas abertas, e a simples aproximação deste, você nem espera ser ridicularizado, ante toda a experiência vivenciada, partindo para a defesa. No quarto dia, você já o aguarda na calçada, e ao avistá-lo no início da rua, repete a cena de hostilização. Por mais que sua atitude seja sempre proativa, a cena se repete por anos a fio, a longa espera na calçada.
 
Agora, a revelação mais simplória de todas: isto acontece diariamente, há anos, com ampla maioria dos brasileiros, mesmo sem que o visitante lhe chegue diretamente à porta. De longe, muito longe, este o achincalha, caçoa, zomba, ridiculariza, troça e debocha de você, do seu estado de brasileiro de bem.
 
Achincalha quando implanta o caos econômico e diz a você brasileiro, que a saída para a crise, é o sacrifício de pagar mais impostos (leia-se, CPMF), para novamente financiar a corrupção generalizada deste país, enriquecendo os mesmos achincalhadores. Caçoa quando estabelece o maior esquema de corrupção jamais visto neste país e, ante a ausência de recursos públicos surrupiados, afirma que você, brasileiro, deve comer menos carne no dia-a-dia, enquanto durar a crise e enquanto os caçoadores vivem em luxuosos apartamentos a beira-mar, viajando ao exterior de jatinho, sendo bancado por dinheiro público.
 
Zomba de você, brasileiro, quando pede o seu apoio nas eleições, sob mentiras e mais mentiras, e depois, em rede nacional de televisão, afirma que a crise internacional e a elite branca (que são eles próprios) são os maiores culpados das promessas de campanha não cumpridas. Ridiculariza cada brasileiro quando o desarma, descaradamente e contra a vontade popular, permitindo ao criminoso possuir incontáveis armas de fogo, elevando a índices de homicídios no Brasil a patamares estratosféricos. Troça de você, brasileiro e pai de família, quando doutrina as suas crianças na escola, à sua revelia, ao afirmar que o ser humano nasce sem sexo, que a sexualidade é uma construção social, que ser transgênero, travesti, gay ou lésbica é algo natural e que deve ser aceito pela sociedade. Debocha de você, brasileiro trabalhador, que labuta 40 (quarenta) horas semanais, quando financia, subsidia e privilegia uma numerosa trupe de militantes que pouco ou nada produzem para o Brasil. Os exemplos são vastos, inúmeros, revoltantes.
 
Todo este cenário real é vivido por imensa maioria de brasileiros. Alguns dos que se apercebem questionam, inacreditavelmente: mas eles realmente mentiram pra mim?
 
Incapazes de notar o quão enganados foram e são, aguardam o líder messiânico bater às sua porta e ajustar toda a atual conjuntura do país, enquanto os enganadores continuam a ludibriá-los, cotidianamente.

Brasil, 29 de dezembro de 2015.

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