GUERRA DE TRINCHEIRAS


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

Não se engane: todos os atuais problemas econômicos, políticos, institucionais, sociais e morais não serão o suficiente para reverter o movimento revolucionário que se solidifica no Brasil há anos. Estas mesmas dificuldades, por exemplo, são encontradas em Cuba desde a “invasão” daquele país por Ernesto Guevara e os irmãos Castro, a bordo do Granma, meados do século passado. Nem por isso o cenário foi alterado naquele país, até os dias atuais. Aqui também não o serão, e com motivos.

Moralmente, todo o trabalho de relativização de conceitos já está concretizado. É parte das ações que a cada dia novos conceitos sejam relativizados, mesmo que desestabilizem a sociedade. Na verdade, este é a finalidade principal. Para os progressistas, temas e assuntos com conceitos rígidos devem ser relativizados. Assim, com a moral relativizada, o problema deixa de existir, o que reflete em outro problema: o social. A desestabilização e desmoralização da sociedade também devem ser relativizados, dispersando a população, enfraquecendo-a.  A incerteza geral deve perdurar. Não se havendo mais quaisquer certezas no seio social, dificulta-se definir o que é efetivamente problema social. Enquanto não se redefine o problema, este inexiste em sua perfeição, com dificuldade de ser analisado, insistentemente relativizado.

Enfraquecer as instituições, desacreditando-as, também é finalidade deste movimento. Esvaziando-as nas ações evita-se a oposição da população aos problemas sociais e morais. Moral social abalada, sociedade corrompida e segregada, instituições debilitadas, a má política se fortalece, revigorando o intento progressista. Mesmo colocando-se claramente como um problema drástico ao país, a má política não enfrentará maiores embaraços, pois esta contamina a sociedade em geral, inclusive as instituições. Assim, pode-se perceber claramente a má política, mas a sociedade abatida pouco pode contrapor-se. Atos específicos são realizados, porém com reduzido reflexo na contenção dos danos do projeto de poder. 

Todos esses problemas refletem na economia, e esta nos demais. No entanto, para os ideais progressistas, economia resume-se em: retirar de quem possui; redistribuir a quem não possui. Qualquer ação diferente é rudimentar, despropositada, descabida. Queiram ou não os políticos, grande parcela da sociedade ou as instituições, esta política será implementada, em benefício de poucos. Desse modo, não serão todos estes problemas sociais o suficiente para alterar-se o status quo que se vivencia. Estes irão persistir e o projeto de poder continuará, mesmo que em dificuldade.

A única forma de mudança deste cenário (afora a ruptura bélica) é partir para o combate ideológico de trincheira, com contrainformação. Mas a trincheira não deve ser restrita aos ataques em Brasília, apenas em âmbito nacional, via sites, blogs. A Militância Virtual sabe combater esses canais, muitas vezes sob anonimato. 

As trincheiras devem ser “cavadas” e municiadas com material intelectual em cada pequeno reduto deste país, em cada cidade, bairro. Grupos de 4 ou 5 pessoas devem se reunir para analisar, estudar e discutir assuntos sensíveis à sociedade, que contradigam todos os ideias progressistas. Do estudo, publicações em artigos, áudio, vídeos. Mas o mais importante: a organização, por estes Grupos, de encontros, fóruns, debates. Se nestes eventos surgirem posicionamentos contrários, estes devem ser desmascarados e envergonhados. Os ideais do Grupo devem persistir; o do adversário, sucumbir.

Este é o momento de iniciar todo o processo de formação dos Grupos, ante a completa inércia intelectual da esquerda brasileira. Os materiais progressistas que se produzem na atualidade são repaginação do refugo produzido anos a fio, mas que ainda possuem a capacidade de doutrinação.

O sucesso dos Grupos será medido pela quantidade de indivíduos aderentes à causa, mesmo que parcialmente.

Brasil, 20 de dezembro de 2015.