HÁ ALTERNATIVA À RUPTURA?


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

Não se é muito comum, embora longe de ser raro, uma conversa sobre política derivar para o tema da intervenção militar como meio de arrefecer os extremismos e a implantação de regimes ditatoriais disfarçados de democracia, geralmente progressistas. Pois numa conversa, mesmo que informal, dificilmente haverá unanimidade sobre o tema. Há os que são contra a intervenção militar, e do outro lado, os que são a favor. Isto é mais que natural em um debate político.

Sabe-se que qualquer intervenção totalitária, seja progressista ou reacionária, é sempre conturbada, nebulosa e complexa para a sociedade. Mais ainda se for progressista, onde há um aprofundamento e risco de extinção dos valores democráticos. Na intervenção totalitária, mesmo como a última ratio para salvaguardar a possibilidade de manutenção de uma democracia, embora suspensa por um período, esta não deve se perpetuar ad eternum.  Em ambientes epidemicamente progressistas, que não difere muito da situação atual do Brasil, a intervenção militar coloca-se como uma alternativa para trazer à sociedade os princípios de normalidade marginalizados pelos progressistas.

Uma alternativa mais branda para a intervenção seria a lenta e gradual conscientização da sociedade sobre o status quo hodierno, e sua nocividade para seus integrantes e para o futuro da nação. Esta forma de recuperação dos valores morais sociais é demorada, durando décadas, sob o árduo trabalho de intelectuais, jornalistas, professores, profissionais liberais, políticos, cidadãos de bem, todos voltados para a causa de reprimir a continuidade danosa dos valores progressistas mais extremos. O maior desafio é arregimentar quantidade expressiva e suficiente de envolvidos para coordenar e disseminar esses ideais aceitos pela ampla maioria da sociedade. É tarefa inglória. Seu alcance concretiza um meio pacífico de impedir a continuidade dos diversos males sociais vivenciados na atualidade.

Nos dias modernos, as relações humanas estão desestruturadas; os valores morais estão sendo corrompidos; a família tradicional é atacada por diversas frentes; a educação é rio de doutrinação e desconstrução de palavras, termos, conceitos, relações, hierarquias; a vida é um instituto banal, onde a morte abrupta e violenta é consequência natural do simples existir; as drogas espraiam-se por todos os ambientes da sociedade; as religiões tradicionais são assaltadas por grupelhos com discurso direcionado para desacreditá-las. Há que se buscar uma solução para este caos implantado por movimentos progressistas, há décadas.

Mesmo que a intervenção militar temporária encontre rejeição de outros países, no cenário político-econômico mundial, sendo última e única alternativa para proteger a sociedade de manobras nocivas incontornáveis, não se deve obstar de analisá-la, embora saiba-se que este recurso deve ser o derradeiro adotado, quando os horizontes de civilidade se estreitam e a sociedade não mais suporta o sufocamento moral que lhe aniquila.

Novamente: a ruptura militar deve ser entendida como razão última para estancar o sangramento moral de uma sociedade e deve ser estabelecida com perspectiva de uma transição futura à democracia, obviamente de modo a dificultar um retorno progressista para os moldes anteriores à ruptura.

Finalisticamente, o processo intervencionista serviria para corrigir diversas distorções sociais da modernidade, sanar a corrupção epidêmica, perpetuar uma maior sensação de segurança pública à sociedade, regenerar o patriotismo, cultivar o apreço do povo aos símbolos nacionais, civilizar a juventude. Todas estas e outras questões implantadas com o mínimo e necessário cerceamento de liberdades, ao contrário do que já ocorre hoje em uma ditadura falseada de democracia.

Não resta dúvida: a sociedade brasileira sentiria-se novamente proprietária de seu país, orgulhosa de viver num estado com primor pela receptividade de seu povo, para, definitivamente, lembrar para esquecer que um dia foi um povo desprovido de sentimentos patrióticos, de total, ampla e verdadeira felicidade!

Brasil, 17 de novembro de 2015.