O POÇO É MAIS FUNDO


Autor: CRÍTICA POLÍTCA BRASIL

O Brasil passa por um dos momentos mais complicados de sua recente história, mais especificamente após o contragolpe de 64. A crise instala-se em todas as vertentes imagináveis, mas principalmente nas áreas política, econômica, social, educacional, na saúde e na moral. Mas saiba caro leitor, que o poço é mais fundo do que se observa, e sua profundidade será penetrada, centímetro a centímetro, anos após ano, se um lampejo ressuscitador ou uma ventania de novos ares não soprar em todos os cantos deste país sitiado. 

Mas como se conclui por tão conspirador futuro para o Brasil? Pelo simples fato de o pilar maior e norteador de todo o movimento da crise não ter a capacidade intelectual o suficiente para aprofundar suas raízes e concreta-lo no seio social: o chefe do Executivo. O que aqui se afirma fica claro em todas as áreas já referidas em que a atual Presidente não consegue utilizar-se de suas capacidades (se é que existem!) para confeccionar uma teia de sequazes aptos a ajudar-lhe a alongar a profundidade do poço, destruindo os pilares de sustentação do país inteiro. 

Vive-se a total balbúrdia na política; na cúpula do Judiciário; um retrocesso na economia (sucateamento da indústria, redução do PIB, rombo das contas públicas, desemprego, inflação de dois dígitos, aumento dos juros). Estes fatores, com mais ou menos tempo e edificados sob políticas públicas responsáveis, são contornáveis. Por outro lado, os sucessivos ataques à moral da nação são de contorno e recuperação lentos, levando várias gerações para serem sanados. A destruição dos valores morais do país destrói seu próprio sentido de povo, de nação. E esta busca incessante dos últimos Governos não só se aperfeiçoa com mais celeridade, repita-se, pela imperícia e inabilidade total da atual chefe do Executivo, que refreou, inconscientemente, o projeto.

O Poder Executivo Federal (leia-se, Presidência da República) compõem-se de diversos Órgãos Essenciais da Presidência, além de Órgãos de Assessoramento Direto e Imediato. Dentre eles destacam-se: Secretaria-Geral, Secretaria de Comunicação Social, Secretaria de Relações Institucionais, Secretaria de Assuntos Estratégicos, Gabinete Pessoal, Casa Civil, Assessoria Especial do Presidente da República, Advocacia-Geral da União, Conselho de Governo, Conselho da República. Não contabilizando outros Conselhos e Órgãos esdrúxulos e vinculados ao Presidente da República, como o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, são 10 (dez) Órgãos de Assessoramento vinculados diretamente ao Presidente da República, sem enumerar a quantidade de funcionários e assessores comissionados trabalhando direta e exclusivamente em prol do Chefe do Executivo, afora os mais de 30 Ministérios deste Poder estatal. Também não se contabilizam as diversas esferas do judiciário e Legislativo atuando em consonância com os princípios Governamentais. Observa-se, assim, toda uma estrutura política envolta na consecução de um projeto único. 

O retardo na realização deste funesto projeto em face da sociedade brasileira é consequência da total inabilidade presidencial, que em raros clarões passageiros, entende a demora na concretização do projeto e cogita soluções bizarras, como uma Nova Constituinte. Este excêntrico fato histórico (já abordado em outro artigo) demonstra, sem maiores incertezas, o fim ideológico almejado, ainda não implementado em sua completude por inércia de seu líder formal. Esta inépcia é frontalmente combatida por outros líderes, em diversos meios de comunicação, demonstrando abertamente que o o fundo do poço ainda está bastante raso, embora a sociedade brasileira experimente lúgubres tempos de destruição dos valores morais, de desestabilização social.

Segundo a doutrina progressista, ainda não se chegou ao fundo do poço. O entrave para se alcançar concentra-se na peça operacional inábil para tal fim. Esta peça, se necessário, deverá ser arreada do poder, abrindo espaço para outra que melhor prossiga com o projeto.

Contrariando declaração do atual líder do Governo na Câmara, o ano de 2015 foi péssimo para o país, mas 2016 será pior ainda, embora grande parcela da população não se aperceba destes movimentos subterrâneos.

Para quem está atualmente no Poder, o poço é sempre mais fundo.

Brasil, 27 de dezembro de 2015.

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