PRIMEIRA PÁGINA


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

As notícias de capa de qualquer jornal refletem boa parte de seu conteúdo interior. Se um número considerável destas notícias, de cunho nacional e internacional, causam dissabor em seus leitores, algumas conclusões podem ser realizadas, e um delas é a de que o país a qual se referem as notícias não vivencia um de seus melhores momentos histórico. Pois é o que se percebe da leitura da página inicial da Folha de São Paulo deste 28 de novembro de 2015. Abstenha-se do cunho ideológico seguido pelo jornal e se detenha aos fatos, que apresentam o péssimo cenário encontrado pelo cidadão brasileiro.

Logo de início, o jornal destaca notícia de que há indícios de que o atual chefe do Executivo nacional possuía amplo conhecimento de operação financeira transnacional que causou prejuízos bilionários à Petrobras. Mas vejam: a afirmação não é do Jornal, mas de Senador, líder do Partido da Presidente no Governo que afirma, em seus depoimentos à Polícia Federal após sua prisão. A informação é gravíssima e requer investigação da Polícia Federal. Entretanto, sabendo do total risco que enfrenta o Planalto e o próprio Partido após a prisão deste Senador, como age o Partido Estado? Opõem-se ao delator, afirmando sua incredibilidade, cogitando sua expulsão do partido, afirmando que tal político é um idiota de plantão. É assim que o Partido Estado trata seus quadros: ao menor sinal de perigo ao projeto de poder, extirpa-se o integrante, mesmo que o quadro seja peça fundamental na manutenção do poder. Nada é superior ao Partido, nem mesmo o Próprio Estado.

No mesmo cenário político, outra notícia com a chocante afirmação da chefe do Executivo nacional ao implorar ao presidente da Venezuela para que este evite, vejam bem, EVITE qualquer tipo de violência no pleito eleitoral que se aproxima, naquele país, e que poderá retirá-lo do poder, refreando o esquerdismo em mais um país da América Latina. 

A declaração foi emitida após fortes indícios do assassinato de um dissidente político naquele país. A afirmação do chefe brasileiro, em outras palavras, conclui indiretamente que o assassinato pode ter sido cometido a mando da executiva nacional venezuelana. O que estarrece é a executiva nacional brasileira, na pessoa de sua chefe, rogar que se evite a violência. Na melhor tratativa política internacional nosso país não deveria nem reconhecer aquele outro como uma democracia. Pelo contrário: mostra-se apenas a condescendência com o que ali se pratica, forjada em farsante súplica presidencial. Este o viés político da condução do Estado pelo Partido. Passemos ao viés cultural.

Diretor de uma das maiores e influentes redes de televisão brasileiras declara quão maléfico é o impedimento da sociedade conservadora em lhe refrear a implantação de sua ditadura gay às famílias brasileiras, mormente nas novelas dirigidas pelo diretor-autor. É a constante tentativa de dar fôlego à guerra cultural, da jihad dos desejos sexuais da minoria, da afronta à família brasileira, da desmoralização social, da desconstrução de valores sagrados, do ataque às religiões cristãs, da glorificação ao hedonismo, ao tosco, ao fora do padrão, ao esdrúxulo, ao bizarro. 

Mais ainda. Há o destaque descomunal ao lançamento de livro de “pensador” esquerdista sobre a atual conjectura política do país. O livro, de antemão, é um emaranho de texto rebuscado que nada diz de concreto. É a materialização da retórica reproduzida debaixo d’água. Conteúdo imerso em emaranhado de palavras não usuais, premissa básica mas errônea para definição de intelectualidade, tão comum no meio progressista. É um diz que não diz nada que se preste. É manual que precisa de manual para sua leitura. É o engodo cultural propício para a continuação do engabelo das ideais poeirentas marxistas.

Finalizando o circo de notícias voltadas ao Partido Estado, agora no âmbito econômico-político, o leitor lerá que o estelionato econômico praticado pelo chefe do executivo nacional nada deve à anormalidade, pois tinha propósitos humanistas. Em outras palavras: as pedaladas fiscais não podem ser consideradas fatos iniciadores de um processo de impeachment. Até aí nada de novo. Como também não é novidade que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), através de seu Conselho Federal, seja o defensor dessa causa de afastamento do impeachment. O que espanta (se bem que nem mais tanto!) é OAB, paladina da moral e da defesa da sociedade, defender os que praticam mal à sociedade, que a instituição afiança defender. Quais os motivos de tal defesa? Ideológico? De manutenção do poder? Fisiologismo? 

O que se conclui, desse pequeno rol de notícias, é que o ente mais prejudicado em todos os quesitos é a sociedade, aí incluindo-se seu fundamento maior: a família brasileira. Prejudica-se pelo desfalque bilionário em empresas estatais, cujo dinheiro poderia ser aplicado à saúde, à educação, à segurança pública, ao bem-estar do povo brasileiro. 

São as algemas culturais que confiscam a intimidade da família brasileira, hostilizada diariamente em seu lar pela idolatria midiática ao gayzismo, ao poliamor, à sexualidade sem restrição, ao ataque à sua fé, à mente de seus filhos, ao enaltecimento da baixa cultura, na música, na literatura, na arte. 

Introduz-se no brasileiro o sentimento de total ausência de amparo social, talvez só encontrado em seus pares não adoentados nesta incultura ideológica. 

Não deve causar espanto que a leitura desta Primeira Página acarrete assombro a brasileiros e estrangeiros.

É a nossa dura realidade.

Brasil, 28 de novembro de 2015.