PROTEÇÃO LGBT E O DESAMPARO DA FAMÍLIA BRASILEIRA


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

Praticamente nada se foi noticiado sobre o Decreto Presidencial de 18 de novembro de 2015, convocando as Conferências Nacionais dos Direitos da Criança e do Adolescente, dos Direitos da Pessoa Idosa, de Políticas Públicas de Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, dos Direitos da Pessoa com Deficiência e de Direitos Humanos.
 
A convocação da Conferência LGBT está inserida no inciso III, do art. 1º deste Decreto, que dispõe sobre a:
 
III - 3ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - LGBT, com o tema “Por um Brasil que Criminalize a Violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - LGBT”;
 
A referida Conferência Nacional, a ser realizada em Brasília no ano de 2016, também deverá ser realizada em âmbitos estaduais e municipais, conforme preceitua o art. 2º do mesmo Decreto. Mais ainda: as Conferências não estão limitadas aos encontros nacional, estaduais ou municipais, pois poderão ser realizadas em tantas outras etapas quantas forem necessárias (art. 4º, § 1º, II).
 
Isto posto, mormente à Conferência LGBT, as reuniões devem ser realizadas em diversos estados e municípios brasileiros, por todo o ano de 2016, com o propósito de discutir a CRIMINALIZAÇÃO À VIOLÊNCIA CONTRA LGBT'S, conforme positivado no inciso III, art. 1º do Decreto. Obviamente, estes eventos serão realizados com subsídios públicos de estrondosos valores, com participação de políticos ligados à causa LGBT, partidos políticos, movimentos sociais (sempre eles!), sindicatos, centrais sindicais, ONG's financiadas com inacabáveis recursos do povo, dentre outros atores vinculados ao movimento gay.
 
Primeiro, é importante destacar que a população brasileira é uma das mais receptivas e complacentes entre os povos do mundo. Imensa parcela da população brasileira não se opõe, não se incomoda ou não se pronuncia violentamente em face da escolha sexual subjetiva de qualquer brasileiro. As opções são de desimpedida escolha e devem ser respeitadas pelos demais, desde que não interfira no direito dos que as respeitam.
 
A aceitação respeitosa é sintoma do vigor democrático, mas não deve ser confundida com concordância da escolha sexual de terceiro. Pode-se aceitar a opção sexual de terceiro, mas não concordar com o estilo de vida deste. Aí é que se inicia o ódio do movimento gay, que age de modo a implantar uma ideologia de aceitação e concordância irrestritas de sua causa, mesmo que esta se funde no desrespeito a religiões, às famílias, no vilipêndio de imagens sacrossantas, na implantação do ensino da identidade de gênero e sexualidade para crianças sem formação intelectual adequada para o entendimento dos temas, dentre outros. Em suma: o movimento gay vitimiza-se sob o manto do estabelecimento de forçada aceitação, concordância e doutrinamento do restante da população brasileira. Neste cenário, como o movimento encontra dificuldades nesta inserção social, vitimiza-se para criminalizar os que são contrários ao movimento.
 
A Conferência a ser realizada em 2016 não se furta de apresentar, claramente, seu intento: provocar discussões sobre a criminalização daqueles que são contra as premissas, preceitos, princípios e mandamentos do movimento gay. Notem de onde parte todo o ódio, senão do movimento gay contra a sociedade brasileira, e não o contrário, pelos motivos já expostos acima. 

Há até integrantes do movimento gay que discordam desse posicionamento aversivo à sociedade brasileira, já que nenhum cidadão brasileiro tem o dever de aceitar e concordar com a opção sexual de terceiro, embora deva respeitá-lo como a qualquer outro cidadão. Não havendo respeito e a consequente violência, existem diplomas legais a protegerem esses indivíduos afetados em seus direitos.
 
Então, qual a intenção subversiva do movimento gay em criminalizar os que se contrapõem à ideologia, se o Código Penal em vigor contempla diversos artigos que protegem o cidadão brasileiro, sem distinção de raça, cor e sexo, como reza a Constituição Federal de 1988? A criminalização proposta pelo movimento gay afronta a Constituição Federal de 1988, pois distingue os brasileiros por sua condição e opção sexuais, o que é vedado.
 
Em relação aos números de homicídios homossexuais, a causa criminalizante também não se sustenta. Segundo dados imprecisos e coletados por entidades ligadas ao movimento gay, no ano de 2014 foram mortos entre 200 e 300 homossexuais, em todo o Brasil. Confira as matérias que apresentam as informações: link 1, link 2 e link 3

No mesmo ano de 2014, foram mortas mais de 50.000 (cinquenta mil) pessoas, conforme dados estatísticos subestimados.
 
Confrontando os dados estatísticos de mortes de homossexuais e dos demais brasileiros, verifica-se um abismo descomunal entre os números. De um lado, mais de 50.000 (cinquenta mil) mortes. Do outro, 300 (trezentas). Não se discute que cada vida subtraída deve ser resguardada pelo Estado. O que se questiona é: qual a proporção de esforços empregados pelo Estado na proteção de mais de 50.000 brasileiros mortos de um lado, e 300, de outro, o que representa menos de 1% do total das demais mortes?
 
Nas 5 (cinco) Conferências convocadas pelo Decreto presidencial, NENHUMA, enfatize-se, NENHUMA possui como tema a discussão da REDUÇÃO DO NÚMERO DE HOMICÍDIOS ou SOBRE POLÍTICAS PÚBLICAS DE REDUÇÃO DA CRIMINALIDADE, como meio de proteção ao cidadão.
 
O que se ambiciona com a Conferência LGBT é manter o discurso do ódio, agora entre heterossexuais e homossexuais, mesmo sendo notório que ampla maioria dos heterossexuais não transporta ou alimenta em si qualquer rancor em face dos homossexuais. 

Assim sendo, desampara-se a família brasileira, criminalizando-a, em face da implantação desarrazoada de proteção aos integrantes do movimento gay.
 
A incessante busca estatal deveria ser pela educação de nossas crianças, jovens e adultos para o respeito perante qualquer brasileiro, independente de raça, cor, sexo, opção sexual ou religião. 

Do mesmo modo, semelhante educação aplica-se aos ideólogos da causa gay, de que sua opção sexual não a faz detentora de dirimir, por qualquer meio, liberdades e direitos dos que dela discordam.

Brasil, 23 de novembro de 2015.