TODO CARNAVAL TEM SEU FIM


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

É angustiante deparar-se com brasileiro que, embora observador de todos os fatos políticos ocorridos nesses últimos meses, defenda um ou outro político malversado na coisa pública. Para facilitar o raciocínio, abstém-se aqui os não observadores de qualquer fato que se proceda além dos 10cm de suas fuças, para não intitulá-los com termo depreciativo.
 
Pois bem, para os menos incautos, o "um ou outro político" tem nomes: a chefe do Executivo Nacional, Dilma Vana Roussef e o Presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Defendê-los, sob qualquer pretexto, é renunciarem à proteção de seus pares, é patrocinar a continuidade da corrupção, da manutenção no poder, dos desmandos com dinheiro público. Todos os envolvidos nos casos de corrupção aí postos devem ser investigados, e provados os fatos, condenados. Que sirvam de exemplo para uma nação com quase inexistentes exemplos íntegros a seguir.
 
Este preâmbulo foi necessário para adentrar em outro tema, de igual importância: a necessidade da sociedade brasileira se unir em prol de estancar as atrocidades que são praticadas em todas as áreas sociais, como a política, a economia, a cultura, a educação. Sabe-se que dessa união não participará milhões ideologicamente cegos, idiotizados, sem capacidade de raciocinar para além das primeiras páginas do Manifesto Comunista, negando a busca da realidade concreta. Estes, religiosamente ensinados ou imbecilizados subconscientemente, são peças fora do jogo, pois atrapalharão os desígnios maiores da sociedade esclarecida, devendo ser segregados desde já. Ainda há o grupo dos que, mesmo sendo doutrinados ideologicamente, não se aperceberam que suas raízes fincadas não enrijeceram e, sob trabalho consistente, podem receber a luz que os falta.
 
Concentra-se a campanha no grupo que, sob esclarecimento precisos, torna-se apto a levantar voz e braços para sanar as mazelas vivenciadas por ampla maioria da sociedade. E como se concretiza este esforço? A metodologia de conscientização deve ser praticada por todo aquele que conhece os contrassensos das ideologias socialistas, ou seja, de todo o esforço de desestabilização econômica, política, cultural e social propagada por seus doutrinadores. O trabalho árduo deve ser realizado, incansavelmente, em todo debate, discurso, diálogo, palestra, evento, congresso, reunião, aula, seminário, seja confrontando, contraponto ou contraditando a falsa informação, bem como fornecendo a correta informação sob fundados argumentos e fatos históricos. O esforço deve ser realizado sempre que, em qualquer local, a informação inverídica seja apresentada como verdadeira, negando a realidade. Este é o meio apropriado quando não se cogita a ruptura militar. É longo e moroso, mas alcança objetivos mais estruturados. É realizar, pragmaticamente, o mesmo formato executado por anos e anos pelos ideólogos de esquerda.
 
A sociedade vivencia um período que Andrei Lobaczewski intitula de tempos ruins. Metaforicamente, assemelha-se ao fim da época carnavalesca, em que o folião, ululantemente fadigado, anseia pelo calmaria e paz, para descansar alma, corpo e mente. 

A sociedade encontra-se em fim de Carnaval, em suas individualidades aterrorizantes. Por outro lado, não mais suporta as infidelidades políticas; as estripulias econômicas; as inebriantes e detestáveis produções culturais; a deturpação de todos os valores morais; as despreocupações carnavalescas para com a educação e a saúde; a não priorização correta na aplicação de recursos públicos; a corrupção institucionalizada e verticalizada; a desestabilização das relações sociais.
 
Há real e urgente necessidade de pôr fim ao Carnaval. Pelos exemplos acima citados, todos os foliões são prejudicados, seja os que cantam e dançam ao ritmo e batuque ideológicos, seja os que assistem o espetáculo do lado de fora do bloco.
 
Mas há esperança, pois todo Carnaval tem seu fim, e o impeachment e a prisão dos culpados é apenas a nota introdutória da música que encerra toda a folia.

Brasil, 03 de dezembro de 2015.