A AGENDA BRASIL


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

A
pós as Eleições Municipais de 2016 restou claro que, nos aspectos morais, a agenda política do Brasil não pode (e não deve!) ser a mesma agenda da esquerda brasileira (PT, PSDB, PSOL, PCdoB, PSTU, Rede), financiada por uma opulenta esquerda internacional, e que está sendo propagada em nosso país. O caso simbólico do Rio de Janeiro, em que a esquerda radical concentrada na sigla PSOL foi alçada ao segundo turno do pleito político daquele Município, reflete claramente o que se exporá abaixo.

Mais especificamente no caso brasileiro, onde partidos políticos se multiplicam apenas como variações de espectro dentro da bolha ideológica marxista, não nos surpreende que, mais uma vez, um partido da esquerda (e de novo ela!) se torne a ilha de salvação do povo brasileiro. Pensar nessa possibilidade como uma real solução para nossa nação é não só permanecer no erro mas aprofundar o caos sócio-moral que vivenciamos.

Dispensemos, neste artigo, a discussão econômica e a análise dicotômica entre benefícios e malefícios proporcionados pela esquerda nacional ao povo brasileiro, no que tange ao aumento de renda, emprego etc. Este ponto não é pacífico em discussões, não levando a desfecho único. Assim, relegaremos a outro momento a discussão sobre o impacto social da política econômica da esquerda nos últimos 20 anos, incluindo aí o mar de corrupção orquestrado por partidos de esquerda em território nacional. Vamos ser benevolentes para com os pseudo-socialista, de fartas contas bancárias capitalistas, e vamos centrar nossa atenção e esforços em outro aspecto que demonstra a real aparência da metralhadora destrutiva da esquerda: sua agenda (a)moral.

Sem arrodeios, vamos certeiros à pauta esquerdista, propagandeada em alto e bom som pela imbecilidade coletiva: liberação total do aborto; legalização das drogas; sexualização infantil; destruição das famílias; opressão à mulher; implantação da ideologia de gênero; doutrinação ideológico-esquerdista escolar e universitária; desarmamento civil; desmilitarização das polícias, dentre outros. Notem que não nos ocupamos de nenhuma pauta que, diretamente, se refira a aspectos econômicos, conforme acordado acima.

Da mesma forma, sem necessidade de maior esforço intelectual por parte do leitor, nota-se que a atual pauta da esquerda afundará ainda mais este país na escuridão da banalidade, da desgraça e da confusão geral. Não bastassem os infortúnios econômicos herdados pelo povo brasileiro dos últimos anos de um governo desastroso, durante estes últimos governos socialistas (PSDB e PT) foi estrategicamente implantado o destroço moral de nossa nação, muitas vezes em surdina e sem a percepção geral. 

De modo a dilatar a balbúrdia moral vigente, ressurge agora, em vigorosa amplitude, partido esquerdista mais radical do que os antecedentes e que veio suplantar a inércia e a ausência de posicionamento da Rede Sustentabilidade, cotado como o partido mais próximo a ocupar o vazio petista. O PSOL, como ex-linha auxiliar do PT, mas agora pretendente a linha de vanguarda da esquerda nacional, virá para por o Estado brasileiro em um emaranhado confuso de ideias, em completa desordem.

A solução para uma guinada à direita e um livramento, mesmo que temporário, da ideologia esquerdista, passa pela ocupação de espaços e de postos sensíveis à nação, seja no Legislativo, no Judiciário, nas cátedras universitárias, nas escolas estaduais, municipais. O lema da direita deve ser, senão outro: a ocupação de espaços. Parafraseando Mons. Lefebvre, é nosso dever trabalhar com todas as forças, seja comprometendo-se pessoalmente na política, seja por seu voto para dar à sua pátria prefeitos, conselheiros, deputados resolvidos a restabelecer a ordem social, a única capaz de obter a paz, a justiça, a verdadeira liberdade. Não há outra solução. [1] (LEFEBVRE, p. 148).

A agenda brasil deve se pautar pela proibição do aborto e consequente proteção à mulher; proibição da drogas; pela proteção moral de nossas crianças e adolescentes; pela preservação, amparo e promoção do bem-estar das famílias, impulsionando os casais a terem mais filhos; extinção da ideologia de gênero, prevalecendo os conceitos científicos e biológicos naturais dos sexos masculino e feminino; ensino e aprendizado, em escolas e universidades, com neutralidade ideológica e equilíbrio racional; respeito à vontade popular sobre o referendo do desarmamento, do ano de 2005; fortalecimento das polícias civis, militares e FFAA.

A oportunidade está lançada e cabe, a cada um de nós, com base nos pontos acima elencados, lutar pela mudança social almejada, em que a paz e a harmonia entre os homens sejam restituídas à nação brasileira, retirando dos planejamentos políticos até o último resquício da pauta amoral socialista.

Referências:
[1] LEFEBVRE, Mons. Marcel. Carta aberta aos católicos perplexos. Niterói: Permanência, 2015.

Brasil, 09 de outubro de 2016.