A FORMAÇÃO PRÓ-VIDA


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

A discussão essencial que permeia os movimentos pró-vida e pró-aborto, no dias atuais, é a tentativa de comprovar, empiricamente, a correlação médico-científica entre o vírus Zika e a microcefalia na contaminação de gestantes. Diversas pesquisas já foram elaboradas por ambos os movimentos. Algumas refutam qualquer vinculação; outras apresentam, sem dados estatísticos mais elaborados e comprováveis, fortes indícios da correlação, daí desencadeando propostas aterradoras que irão culminar em nova tentativa de legalização do aborto, para estes casos, em nossa maior corte jurídica: o STF.

Para o duelo científico acima exposto, os grupos pró-vida (bem como os grupo pró-aborto) possuem em seus quadros intelectualidades médicas e jurídicas capazes do confronto nestas respectivas áreas. Obviamente, estes personagens tão importantes para o enfrentamento devem continuar sendo convocados à causa pró-vida, especificamente. Quanto maior for a participação ativa desta massa crítica especializada para contrapor as ações do movimento pró-aborto, menos distante restará o desequilíbrio da balança da vida, há anos pendente em prol do movimento pró-aborto, destino irrefutável de abundantes volumes de recursos privados (e públicos!) e de grande parcela do espaço midiático. O que se denota, mais recentemente, é que se levantam as vozes do bem em prol da vida, tanto na área da saúde (médicos, enfermeiros, psicólogos, psiquiatras etc.) como na área jurídica. Os nomes são conhecidos e trazem alento para a continuação da batalha.

Entretanto, em aparte às infindáveis pesquisas científicas e debates jurídicos destes dois movimentos distintos, ponto precípuo passa desapercebido (ou negligenciado) por muitos institutos e organizações que se intitulam pró-vida: a formação intelectual de seus integrantes, com a devida e consequente disseminação do conhecimento a favor da vida à sociedade.

As convicções pessoais, em suas diversas nuances, geralmente são o fundamento para o ingresso e permanência ativa e duradoura nos movimentos que defendem a vida. Estas convicções, diversas que sejam, geram-se e tornam-se basilares nos seres humanos, geralmente, nos contatos intra-família, na escola ou na comunidade em que se vive, principalmente enquanto crianças e adolescentes. Se estas crianças e adolescentes, em fase de formação de caráter, por exemplo, são doutrinados por pais, mães, tios, tias, avôs, avós, professores, líderes religiosos ou líderes comunitários para relativizar a vida da criança em gestação, inclinando-se para a aceitação do aborto irrestrito, bastante limitada será a possibilidade de termos uma geração de adultos que compactuam com a causa em favor da vida. E serão estes adultos os novos médicos, psicólogos, psiquiatras, advogados, juristas, pais, mães, tios, tias, avôs, avós, professores, líderes religiosos, líderes comunitários que irão replicar indefinidamente a doutrina pró-aborto,, oportunizar aos que lhe são próximos e contrários a possibilidade de enfrentar o tema na perspectiva da dúvida, da incerteza.

O processo de desconstrução, desde a tenra idade, de todo um arcabouço ideológico que relativiza a vida, torna-se mais árduo quanto menos se demonstram as outras perspectivas sobre o tema aborto e assuntos correlatos, que não podem prescindir de uma abordagem aprofundada. 

Assim, tão importante quanto o meritoso trabalho de cientistas da área da saúde e jurídica, como abordado, é o perene esforço de implantação de centros de formação nos movimentos pró-vida. Aos que já possuem, urge a necessidade de auxílio na implantação ou a replicação desses núcleos para outros centros dispersos pelo país. Em alguns cantões deste país continental, é cristalina a ausência de um discurso uníssono e direcionado sobre os diversos micro-temas que suportam uma discussão ou um debate sobre o macro-tema aborto.

A batalha contra o movimento pró-aborto será vencida com importante participação de todos os integrantes do movimento pró-vida. A guerra, entretanto, somente será vitoriosa com a participação e apoio maciço da sociedade brasileira.

Brasil, 21 de fevereiro de 2016.

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