A PARTICIPAÇÃO DOS HOMENS NO MOVIMENTO PRÓ-VIDA


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

Uma das principais características do movimento pró-vida no Brasil é a voluntariedade de seus integrantes e a participação espontânea de seus benfeitores. Estes esforços voluntariosos são fundamentais para a sustentação e continuidade do projeto pró-vida. Nota-se assim, que as pessoas envolvidas na nobre tarefa de salvar vidas, desde a concepção até o acompanhamento pós-parto, são importantes e essenciais. A importância e a essencialidade está presente em tarefa perante o movimento, sem qualquer distinção de sexo, raça, cor, religião, nível educacional ou social. Ao contrário, a homogeneidade de ações e metas é fator importante para o sucesso do movimento pró-vida.
 
Sabe-se, de antemão, que numa gravidez há dois serem em transformação: a mulher e o bebê em gestação. A mulher, por dádiva divina, transporta em seu ventre outro ser humano, os dois a serem protegidos pela sociedade e pelo Estado. Como já afirmarmos em diversas passagens em outros artigos, não há qualquer direito da mulher gestante sobre o seu corpo, pois não há apenas um corpo na gravidez. São dois corpos unidos por laços umbilicais. No entanto, há, em grande parte das gravidezes, laço emocional a unir mãe e bebê gestado com o pai biológico. Partindo-se de uma gravidez natural, tanto o pai como a mãe são personagens indispensáveis no processo gestacional, pois sem qualquer um dos pares não se pode falar em gravidez não-artificial. É certo que a mulher, autonomamente, não pode conceber um novo ser vivo, dependendo do homem para tal feito.
 
No mesmo sentido, não se pode conceber o movimento pró-vida no Brasil senão com a participação conjunta de homens e mulheres, seja ou não na liderança das ações do movimento. O sexo masculino é tão importante no movimento em defesa da vida quanto o sexo feminino. Não pode haver, sob qualquer aspecto, valorização diferenciada entre homens e mulheres engajados no movimento, mesmo que algumas ações sejam mais afeitas à participação de mulheres (até por uma diferenciação biológica e natural) como se verifica no caso de atendimento/acolhimento de gestantes. Mesmo assim, ainda há os que se posicionam contrários a tal entendimento, embora a prática demonstre que segregar o movimento entre os sexos tende ao enfraquecimento do movimento.
 
Sem que se perceba, diferenciar em detrimento do sexo as ações estratégicas do movimento pró-vida pode fortalecer o discurso feminista. Este fortalecimento é prejudicial ao movimento pró-vida, que deve extirpar qualquer possibilidade de contaminação pelos ideias feministas, seja quais forem as suas vertentes. Fazer esta diferenciação infundada corrobora com o discurso feminista de "empoderamento das mulheres", mal maior a destruir as próprias mulheres, as famílias, a sociedade brasileira. 

Por outro lado, a presença dos homens no movimento pró-vida enfraquece o discurso feminista, que não poderá se arvorar na alegação de que o sexo masculino pouco se importa sobre as questões afeitas ao sexo feminino. Ainda, a participação masculina no movimento pró-vida e em defesa da mulher e de seu(s) bebê(s), fortifica o movimento, bem como agrupa maior número de participantes, o que abala os integrantes movimento pró-aborto, muitos destes também integrantes do movimento feminista.

Como exemplo, analisem o discurso feminista quando do "abandono" das mães gestantes, pelos pais, pela simples suspeita de contaminação das gestantes pelo vírus Zika. Mais recentemente, a oportunidade foi utilizada pelo movimento feminista como propósito para incentivar o aborto. O distanciamento dos pais, neste casos, serviu como fundamento para o incentivo ao aborto pelas feministas e movimentos pró-aborto. Dessa forma, o distanciamento do sexo masculino da causa pró-vida servirá tão somente como alicerce às feministas e ao movimento pró-aborto para injetarem suas ideologias no movimento em defesa da vida, firmando suas doutrinas no menosprezo e na indiferença do homem em face da mulher gestante.
 
Qualquer linha seguida pelo movimento pró-vida que diferencie as ações gerais em face do sexo de seus integrantes (salvo raras exceções, como acima exemplificadas), talvez esconda inconscientemente os preceitos feministas, em qualquer de seus níveis. Não podemos, sob qualquer pretexto, guiar um movimento de unificação da sociedade, como é o movimento pró-vida, construindo muros e barreiras em detrimento da reunião de esforços de ambos os sexos. 

Bem maior da humanidade, o ser humano em gestação, é protegido pelo movimento pró-vida sem qualquer diferenciação de sexo, mesmo antes de se conhecer o sexo biológico do bebê. Assim, não se pode haver qualquer diferenciação infundada de ações, com base no sexo biológico, entre os próprios integrantes do movimento pró-vida.

Brasil, 29 de fevereiro de 2016.

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