A PREVIDÊNCIA QUE NÃO SE PREVINE


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

Contribuir periodicamente para um plano de previdência, seja este público ou privado, é uma das formas mais conservadoras de se precaver financeiramente para o futuro, talvez menos conservadora apenas do que a aplicação em caderneta de poupança e outros investimentos de baixo/baixíssimo risco. Os planos de previdência são forma de investimento normatizadas e que beneficiam cidadãos que, ao se aposentarem, passam a receber em retribuição valores que fazem jus ao montante contribuído.
 
Este cenário hipotético, mas tão real quanto possível, aperfeiçoa-se sem maiores percalços em países (o que não é o caso do Brasil) cujas normas regulatórias sobrepõem a insaciável e inesgotável voracidade financeira  pelo bem alheio, de quem está no comando do Governo ou dele participa com conchavos. Em nosso país, as normas regulatórias pouco limitam os que, sobrepondo-as ilegalmente, malversam os bens, sejam eles privados ou públicos. Pois foi isto que ocorreu, após a ascensão do PT ao poder, com alguns dos principais Fundos de Previdência (Pensão) existentes no país, tais como: Correios (Postalis), Petrobras (Petros), Caixa Econômica Federal (Funcef) e Banco do Brasil (Previ).
 
O rombo financeiro nestes quatro planos é estimado em R$ 46 bilhões de reais, número até razoável para a sanha petista, que somente se conforta quando os valores ultrapassam a casa dos dez dígitos. Mais alguns anos no poder e o rombo total da corrupção no país chegaria aos trilhões de reais, com seus TREZE dígitos à esquerda da vírgula. Quanta coincidência! Mas o fato subentendido em toda esta fenda aberta pelo PT, pode onde jorraram bilhões de reais dos participantes dos planos de previdência, é que estes valores deverão ser repostos, por obrigação legal e como meio de sustentar a viabilidade de continuidade dos planos. E mais: os valores deverão ser restabelecidos não somente pelos contribuintes/beneficiários diretos dos planos, mas também por toda a sociedade brasileira. Senão, vejamos.
 
A reposição corretiva por parte dos integrantes dos planos é de fácil entendimento: se mais se paga de benefício do que se arrecada, faz-se jus (embora sem justiça nenhuma!) que se equiparem o quanto se arrecada e o quanto se paga de benefício. É a clássica metodologia de equilíbrio entre receitas e despesas. Se se gasta mais do que se arrecada, deve-se arrecadar mais, pois, no caso específico, pouco se pode fazer para diminuir o pagamento de benefícios, já que os valores são regulados e é inaceitável que se diminuam os benefícios dos aposentados. Assim, os integrantes ativos dos planos deverão arcar, com maior parcela de seus proventos, de modo a permitir a sustentação dos planos aos quais são vinculados. Novamente, o cidadão trabalhador de bem deve arcar com seu labor a corrupção generalizada e organizada pelo partido no poder.
 
Por outro lado, da mesma forma arcarão com o prejuízo todo e qualquer cidadão brasileiro, pois parte dos valores a serem aportados, segundo regramento legal, deverão advir das próprias estatais, cujo parte do patrimônio é constituído por valores oriundos de toda a receita produzida no país, ou seja, oriunda do labor de todo e qualquer trabalhador brasileiro. Assim, quando do aporte das estatais para os fundos de pensão, cada contribuinte brasileiro estará colaborando, mesmo que indiretamente e contra sua vontade, para restaurar os valores que foram surrupiados dos planos de pensão. Assim, caro leitor, mesmo que você não seja partícipe nem beneficiário destes planos de pensão, uma parcela da riqueza produzida por você irá acobertar os bilhões de reais que foram desviados pelo Governo e sua base aliada, durante estes últimos anos.
 
O que impressiona em todo este real cenário descrito é o ensurdecedor silêncio de organizações como a CUT, Sindicatos e Centrais Sindicais, que em nenhum momento se manifestaram contra a corrupção impetrada nestes Fundos de Pensão. Estranho e misterioso silêncio de organizações que, entre suas competências originárias, está a defesa do trabalhador, sindicalizado ou não. Mas o que se percebe é a ausência de manifestações mais vigorosas em face dos bilhões de reais desviados, que prejudicam o trabalhador brasileiro, conforme relatos abaixo:
 
Faltando 12 anos para se aposentar, o funcionário dos Correios Deuzimar Batista dos Santos tem dúvidas sobre o futuro. Com 25 anos de carreira, ele trabalha como motorista e entrega encomendas de Sedex em Brasília. Ganha R$ 2.500 por mês e desconta cerca de R$ 200 para o fundo de pensão. E foi informado que pode ser obrigado a desembolsar mais R$ 100 para ajudar a cobrir o déficit do fundo.
 
“Se a gente não pagar, não pode se aposentar. Também não há garantia de que os recursos serão bem administrados de agora em diante”, reforçou o carteiro Luis Sandro Ribeiro, também funcionário dos Correios, com 22 anos de Casa.
 
Não foram "má gestão, investimentos arriscados e sem retorno, reflexo do aparelhamento das entidades com indicações políticas, e agravamento da crise na economia" as causas primeiras desse rombo. A causa principal foi uma profunda, generalizada e desenfreada corrupção, desencadeada pela súcia que detêm o poder, pois “documento apresentado pelo Fórum Independente em Defesa dos Fundos de Pensão à CPI dos fundos de pensão em dezembro de 2015 mostra que as entidades patrocinadas por empresas privadas registraram lucro em 2014, enquanto o déficit nos fundos das estatais só cresceu”. 

Também assusta a informação que houve, por parte dos administradores dos Fundos de Pensão, "a compra de papéis da dívida da Argentina e da Venezuela", bem como a "compra de participação da Sete Brasil", envolvida na Laja Jato. Estranho a compra de papeis, pelos fundos de pensão, da dívida pública de um país ditatorial e financeiramente estilhaçado, à bancarrota, como a Venezuela. Forte foi a influência sobre estes Fundos para aquisição de papeis "podres", de países falidos, embora ideologicamente assemelhados ao Brasil. Assim, um questionamento permanece: quem influiu na aquisição?
 
O PT e sua base aliada tomaram de assalto toda a América Latina. Utilizaram o Brasil como banco de fomento para ditaduras de narcotraficantes, perdulárias, enquanto milhares de brasileiros perecem em hospitais, trafegam em péssimas estradas, sofrem com educação de baixa qualidade, pagam uma das maiores cargas tributárias do mundo e arriscam diariamente suas vidas no país com uma das maiores taxas de homicídios do mundo.
 
Não bastassem todas estas adversidades, cada brasileiro terá, mais uma vez, que dispor de parte de seus sofridos rendimentos para salvaguardar outros brasileiros, empregados públicos, mas que também foram surrupiados pelo insaciável projeto de poder do PT e de toda a esquerda brasileira.
 
Fonte:

Brasil, 15 de fevereiro de 2016.

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