A TERCEIRA FASE PRÓ-VIDA


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

O processo histórico de construção dos alicerces do movimento pró-vida é complexo e peculiar. Bem diferente do movimento pró-aborto, que de um início cauteloso ergueu-se sob vultuosas somas monetárias, estruturando-se e ampliando rapidamente seu poder de ação, o movimento pró-vida caminha a passos precisos, curtos, desde seu surgimento, embora sempre fundados na verdade moral, sob as regras éticas sociais.

Analisando todo o processo histórico formativo do movimento pró-vida, podemos destacar em letras garrafais três momentos (fases) macros do movimento: (a) ações difusas em defesa da vida; (b) surgimento de instituições/associações esparsas do movimento pró-vida; (c) articulação conjunta das instituições/associações esparsas do movimento pró-vida.

Na primeira fase (a), cidadãos brasileiros, incomodados com as ações do movimento pró-aborto, dedicaram suas vidas, saúde e tempo em defesa da vida, inaugurando o combate ao movimento pró-aborto. Herois de um passado remoto, embriões do atual movimento pró-vida, muitos atuaram de modo solitário, desconexo com outros cidadãos adeptos da mesma causa, mas espalhados pelo território nacional. Na segunda fase, estes combatentes perceberam a necessidade de unirem-se em grupos, em associações, de modo a fortalecer seu esforço individual. A fase do surgimento de associações/instituições muda por completo o modo de atuação e de ação dos movimentos pró-vida, embora ainda esparsos. Embora ainda dispersas, cada associação passa a atuar localmente (algumas regionalmente ou nacionalmente), com mais estrutura, capilarizando e diversificando seu modo do agir.

Embora de valiosíssima e necessária importância as duas primeiras fases, chega-se o momento de o movimento pró-vida passar à terceira fase, de articulação, ajuntamento, agrupamento das instituições/associações pró-vida. Mas não apenas o agrupamento operacional do movimento, detendo-se ao coletivismo mútuo e pragmático de ações conjuntas. Não resta dúvida a macro essencialidade de união dos esforços das diversas instituições/associações pró-vida em uma unidade central, obviamente resguardando a identidade de cada instituição/associação pró-vida. O que se deve é unificar o que de melhor tem cada instituição/associação pró-vida, ou seja, o que não conflita entre estas instituições/associações. Este o passo inicial e imprescindível para a tornar o movimento pró-vida brasileiro como um só, homogêneo, mesmo que oriundo de muitos e diferentes valores.

Como afirmamos, para além dessa união operacional, precisamos unir os expoentes intelectuais do movimento pró-vida. Estes expoentes poderão auxiliar a pensar as ações técnicas e estratégicos do movimento pró-vida, obrigatoriamente analisando as estratégias do movimento pró-aborto. Caracteristicamente, o movimento pró-aborto, mesmo com suas diferenças operacionais e ideológicas, pensa e age de modo uniforme. Assim, na terceira fase do movimento pró-vida, fase de união das ações pró-vida, é importante que também haja articulação para reunir os personagens do movimento que se identificam e mais se amoldam ao âmbito do “pensar” o movimento, suas linhas de atuação, suas estratégias e metas.

Conjugando-se essas duas linhas de atuação, o operacional e o intelectual, só o movimento pró-vida passará a um outro espectro de atuação, substancialmente mais fortalecido, indubitavelmente mais conciso e perceptível à toda sociedade brasileira.

Brasil, 21 de maio de 2016.

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