A VIDA NOVAMENTE EM PERIGO


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

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á pouco mais de 10 anos, um grupo pró-aborto brasileiro, em sua eterna busca pela total legalização da prática abortiva no Brasil, ajuizou pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para a legalização do aborto de bebês com anencefalia. Somente em 30 abril de 2013, após longas e conturbadas discussões no STF, o aborto de bebês com anencefalia foi legalizado, passando a ser permitido no Brasil. Dessa forma, a partir daquela data, mulheres grávidas com bebês anencéfalos poderiam optar pelo aborto sem cometer qualquer crime previsto em lei. Infelizmente, foi uma profunda derrota ao movimento pró-vida.

Passados três anos daquela decisão que legalizou o aborto de bebês com anencefalia, já neste ano de 2016, o mesmo grupo pró-aborto ajuizou outra ação no STF, agora pedindo a legalização do aborto nos casos de bebês com MICROCEFALIA. Não satisfeitos com o pedido de 2013, que foi a legalização do aborto em casos de anencefalia, o movimento pró-aborto tenta novamente ampliar os casos permitidos de aborto, embasados em fundamentos dos mais desprezíveis.

Nesta nova ação, o movimento pró-aborto alega que o Estado não agiu de forma eficaz para combater o mosquito aedes aegypti, transmissor do vírus zika, um dos causadores da microcefalia em bebês. Assim, apenas com esse fundamento e em consequência da ineficiência estatal no combate ao vírus transmissor do zika, causador da microcefalia, o movimento pró-aborto quer legalizar o aborto de bebês com esta deficiência. Alegando o descontrole dos casos de microcefalia em decorrência da epidemia de zika, o movimento pró-aborto quer legalizar mais esta modalidade de aborto, de modo que as mães grávidas possam escolher pelo aborto de seus filhos com esta "deficiência".

De forma indigna, os abortistas utilizam o fato social da epidemia de zika, que pode ter ocorrido por diversos motivos, para tentar legalizar o aborto em casos de microcefalia. Em outras palavras, tentam curar a doença do paciente matando o paciente, para que a doença não mais exista. É a mesma lógica que estão utilizando para este novo pedido de legalização do aborto: matar os bebês com microcefalia para se reduzir os casos de microcefalia. 

É tão incoerente a lógica abortista que, ao invés de simplesmente exigir do poder público que atue eficazmente no combate ao mosquito aedes aegypti, eles preferiram utilizar o aborto como meio para diminuir os casos de microcefalia. É revoltante!

O movimento pró-aborto, utilizando o argumento de "direitos reprodutivos das mulheres", "direito à saúde", "proteção à infância", "direito à integridade física e psicológica", "direito à proteção das pessoas com deficiência", faz tudo ao contrário do que promete proteger. Vejam só. 

Como se pode falar em direito à saúde e proteção à infância, se o que eles querem é matar bebês com microcefalia? Da mesma forma, como se pode falar em direito à integridade física e proteção das pessoas com deficiência se estão justamente desejando assassinar, ainda no ventre materno, bebês com deficiência, com microcefalia?

A microcefalia, como já determinaram diversos estudos científicos, não é doença grave o suficiente para inviabilizar o nascimento do bebê com vida. Muitos bebês nascidos com microcefalia conseguem se desenvolver física e psiquicamente dentro dos parâmetros normais para a convivência social, muitos deles estudando, trabalhando, casando, interagindo naturalmente com a sociedade. A microcefalia não pode ser um novo motivo para se assassinar bebês em gestação, sem lhes dar a chance de viverem e provarem que a doença (microcefalia) não os incapacitou completamente para a vida.

Neste momento em que a ação para legalizar o aborto em casos de microcefalia está prestes a ser julgada no STF, seu envolvimento, apoio e divulgação dessas informações é importantíssimo para mobilizarmos a sociedade brasileira contra mais esse atentado à vida humana. 

A vida novamente corre perigo, e se aprovado o aborto de bebês com microcefalia, nada impede que o mesmo movimento pró-aborto tente ampliar o aborto para outros casos de deficiência nos bebês, como a síndrome de down, por exemplo.

A luta está apenas começando. Precisamos do seu apoio nesta batalha.

Junte-se a nós!

Brasil, 31 de agosto de 2016.