ABORTISTAS DA SAÚDE REPRODUTIVA    


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL
Publicado em 17 de novembro de 2016

A
estratégia da agenda esquerdista sobre o aborto fundamenta-se, primordialmente, na persistência de ações. Esta persistência, neste aspecto, se desenvolve através dos métodos da tentativa e erro. Desse modo, a agenda abortista ajusta seus esforços e finalidades para uma linha de ação. Não obtendo sucesso, alterna-se para outra linha de ação, continuamente persistindo na obtenção do resultado final. 

Sempre na vanguarda da morte, a busca por uma frente de atuação para ampliar as possibilidades legais (ou não!) de abortamento levou os pró-aborto a tentarem diversos métodos, principalmente a ampliação via Poderes Legislativo e Judiciário. Entretanto, outro método menos perceptível mas bastante utilizado pelo movimento pró-morte é a tentativa de amplificar as possibilidades de abortamento via ressignificação dos conceitos sociais.

Desde a década de 90 o movimento pró-aborto empreende, mundialmente, uma escalada para ressignificar a expressão "saúde reprodutiva". Para este movimento, saúde reprodutiva contempla três pilares básicos: planejamento familiar, livre exercício da sexualidade e aborto.

Como planejamento familiar, entendem os abortistas (na verdade, os controladores populacionais) a capacidade da mulher de decidir quando e quantos filhos ter. Neste aspecto, inclui-se também a decisão unilateral da mulher por NÃO TER FILHOS. A contracepção da mesma forma está contemplada nesse pilar, como escolha da mulher pela determinação do planejamento familiar.

O segundo pilar, livre exercício da sexualidade, pode ser resumido no termo EMPODERAMENTO SEXUAL. No âmbito do “empoderamento sexual” feminino inclui-se a sexualização precoce de meninas, a cultura da ideologia de gênero, a apologia à promiscuidade, ao não-casamento, ao poliamor, à diversidade e multiplicidade de parceiros sexuais, dentre outros. O empoderamento sexual feminino, para os abortistas, faz parte da saúde reprodutiva da mulher, pois que lhe concede o direito de decidir sobre suas opções sexuais, sem restrições e receios.

Por fim, entendem os abortistas que falar de aborto é tratar de saúde reprodutiva. Para eles, a escolha pelo aborto insere-se no plano da saúde da mulher, no seu direito de escolha por um bem-estar físico e psicológico. O aborto, na visão pró-morte, é um direito da mulher a ser respeitado, pois que lhe serve de garantia na realização de sua saúde "reprodutiva", embora a reprodução seja interrompida.

Notem a completa ressignificação do conceito de saúde reprodutiva. Esquecem os abortistas de explicar à sociedade o que realmente se deve entender por SAÚDE REPRODUTIVA.

Saúde reprodutiva, caros leitores, é o dever do Estado, da sociedade, das famílias, em prover todos os meios necessários para que meninas sejam corretamente educadas sobre sexualidade, na idade propícia; saúde reprodutiva é orientar estas mesmas meninas para prorrogarem ao máximo sua iniciação sexual; saúde reprodutiva é ensinar, na idade correta, que meninas apenas se relacionam com meninos; saúde reprodutiva é instruir as meninas a se preservarem sexualmente, principalmente na juventude e adolescência; saúde reprodutiva é orientar as meninas da importância de evitar relações sexuais precoces, imaturas; saúde reprodutiva é encorajar as meninas a optarem por um casamento único, duradouro, no tempo certo.

Saúde reprodutiva é cuidar da mulher ante uma gravidez inesperada, usando todos os métodos para a manutenção da gravidez; saúde reprodutiva é conceder às gestantes todos os recursos medicinais para uma gestação saudável; saúde reprodutiva é cuidar, no pós-parto, tanto do bebê quanto da mãe; saúde reprodutiva é amparar a mulher em caso de um aborto espontâneo; saúde reprodutiva é oferecer auxílio psicológico às mulheres que não podem engravidar; saúde reprodutiva é amparar as mulheres em idade avançada, em suas dificuldades sexuais e reprodutivas. Isto é saúde reprodutiva, exatamente o contrário proposto pelo movimento pró-aborto!

O certo é que o movimento pró-aborto não defende e não protege a saúde reprodutiva da mulher. Para eles o que importa é que você, mulher gestante, seja mais uma na lista da contabilização do número de abortos!
Casa Luz
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