AS FFAA E O ZIKA


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

Na semana que se finda o Governo Federal, através de um conjunto de ações a nível nacional, iniciou o combate ao transmissor do vírus Zika. O trabalho conjunto entre agentes de saúde e as FFAA foi a caseira solução adotada pelas lideranças públicas em saúde no combate ao mosquito Aedes Aegypti, em considerável número de residências, nas principais cidades brasileiras. Salvo o excessivo atraso destas ações, realizadas após a nefasta disseminação do vírus já ter sido implantada, um ponto desta iniciativa do Governo pode não ter sido percebido pela população brasileira em geral.
 
As cenas registradas durante as visitas residenciais apresentavam agentes de saúde acompanhados por jovens militares. Estes grupos, após abordarem os residentes, iniciavam trabalho de verificação da existência de possíveis focos de criadouros das larvas dos mosquitos. Este era o trabalho a ser realizado por agentes de saúde e FFAA. Entretanto, não apenas isto ficou evidente nas abordagens. O que claramente se percebeu durante as atividades foi a receptividade, a confiança e o acreditamento de cidadãos brasileiros ao abrirem as portas de seus lares a "desconhecidos" fardados. O que se pode concluir, no geral, é que a presença de militares das forças armadas nas operações acima descritas, exerceu confortável sentimento de confiabilidade naqueles que abriam as portas de suas residências perante os militares.
 
Mas o que disso se denota? Interpretando as cenas, mesmo que não aparentemente, nota-se que as FFAA Brasileiras ainda são uma das poucas instituições que transparecem confiabilidade, segurança, firmeza ao povo brasileiro. Muitos dos que tiveram suas casas visitadas por militares, provavelmente sentiram-se confortados quando os presenciou em suas portas, em seus portões. Por maior esforço que se faça para se desacreditar as FFAA perante a sociedade brasileira, esta sensação geral de honestidade e confiança nas
FFAA ainda é dos poucos sentimentos que o estado totalitário ainda não afanou da moral de cada brasileiro.
 
Este cenário social desencadeia outra importante questão, outro importante sentimento na sociedade brasileira: embora em processo de sucateamento há décadas, as FFAA ainda são a derradeira esperança de se estancar todo o processo destrutivo que assola nosso país, tanto na área política, econômica, social, cultural, educacional, na segurança pública, na ética, na moral, no Legislativo, Executivo, Judiciário. As FFAA são, no momento, o único grupo capaz de reverter à ordem o caos que se observa neste país.
 
A imperceptível mas estridente sensação de segurança demonstrada quando do combate ao Zika pelas FFAA, somente pela presença das FFAA acompanhando as atividades, é a mais clara prova de que a população, em sua grande maioria, resguarda nesta instituição sua mais valiosa e minguada esperança de retorno aos idos de paz social. Sim, paz social. Mas paz somente aos não subversivos, muito diferente dos dias atuais, onde o cidadão sobrevive em guerra, apavorado, atemorizado e intimidado por uma bandidagem armada.
 
Qualquer processo ditatorial é deturpador da ordem democrática, pois incoerente em si. No entanto, no atual cenário de ditadura branca em vive a população brasileira, fantasiada de plena democracia, não menos pior do que uma ruptura temporário desta falsa democracia do que permanecer neste arremedo de sistema governamental. A ruptura, certeira e temporária, serviria como alento aos cidadãos brasileiros; serviria como meio de restituição dos valores morais saqueados, de uma economia responsável, de uma política avessa ao compadrio, de uma educação isenta de doutrinação ideológica.
 
Seria o retorno à ordem e ao progresso.
 
Fonte:

Brasil, 20 de fevereiro de 2016.

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