BOFF: O ILUSIONISTA


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

Os que fazem este site tentam descansar quando se trata de novas publicações do Sr. Leonardo Boff, mas este não nos dá esta opção, por sua profunda parcialidade com o embuste. A cada artigo que este indivíduo escreve, a desonestidade de sua pena eleva-se a dimensões estratosféricas. Assim, ante a desonestidade que impera no Brasil, neste indivíduo em particular e principalmente sob camisas e bandeiras vermelhas, nós, como brasileiros ansiosos pela verdade e honestidade, temos que refutar quaisquer mentiras e desonestidades que nos são apresentadas. Pois vamos lá.
 
Em um dos seus últimos artigos (consultar as Fontes, ao final do texto), intitulado "A sociedade do cansaço e do abatimento social", Boff se utiliza da mesma mecânica desengraxada e corroída de sempre: inicia o texto com amenidades irrelevantes, para após, sob o manto da ecologia e do socialismo, destilar o seu veneno político-esquerdista.
 
Na primeira parte do texto, Boff aborda o tema da sociedade do cansaço como o resultado da "a aceleração do processo histórico e a multiplicação de sons, de mensagens, o exagero de estímulos e comunicações, especialmente pelo marketing comercial, pelos celulares com todos os seus aplicativos, a superinformação que nos chega pelas mídias sociais, nos produzem, dizem estes autores, doenças neuronais: causam depressão, dificuldade de atenção e uma síndrome de hiperatividade. Efetivamente, chegamos ao fim do dia estressados e desvitalizados. Nem dormimos direito, desmaiamos". Em síntese: a massa de informação disponível exaure as pessoas. Em oito palavras disse-se o mesmo que frases e mais frases do autor. Bobagens irrelevantes para ludibriar o leitor.
 
Mas qual a culpa de todo esse exaurimento? Segundo Boff: o capitalismo e os EUA. Confirma o autor: "acresce ainda o ritmo do produtivismo neoliberal que se está impondo aos trabalhadores no mundo inteiro. Especialmente o estilo norte-americano cobra de todos o maior desempenho possível. Isso é regra geral também entre nós. Tal cobrança desequilibra emocionalmente as pessoas, gerando irritabilidade e ansiedade permanente". Segundo o ilusionista Boff, o capitalismo, como mal de toda a recente história da humanidade, é o responsável pelo assustador "número de suicídios" e pelas "doenças letais, perda do sentido de vida e verdadeiros infartos psíquicos". 

Omite, levianamente o autor, que nos últimos 14 (quatorze) anos milhares de brasileiros morreram em hospitais sucateados. Omite também que os verdadeiros infartos psíquicos foram desencadeados pelos diárias e constantes notícias da corrupção praticada pelo atual Governo, desvendando uma imensidão de crimes de lesa-pátria perpetrados nos últimos anos. É de causar surtos psicóticos todos estes acontecimentos, corroborados com a negação da verdade de toda uma massa de criminosos, boa parte deles de índole progressista.
 
Adiante, a leviandade boffiana chega ao absurdo de titubear da inteligência média brasileira, convertendo totalmente a realidade em ficção, com a consequente inversão de valores. Para Boff, o cansaço e o desalento generalizados são decorrência não das falcatruas, desmandos e corrupção do atual Governo, sua base aliada e alguns lobistas de nível internacional. Para Boff, o cansaço social é oriundo de uma "campanha eleitoral turbinada com grande virulência verbal, acusações, deformações e reais mentiras e o fato de a vitória do PT não ter sido aceita". O cansaço, assim, é consequência de todo o esforço social em não aceitar o resultado das últimas eleições. Quanto absurdo e desonestidade!
 
Mas continua Boff apelando para o racismo, preconceito, ódio, luta de classes bem característicos da agenda esquerdista, ela própria a implantar estes costumes nas civilizações por onde passou. Para o autor, a derrota não aceita "fez perder costumes civilizados. A linguagem se canibalizou. Saiu do armário o preconceito contra os nordestinos e a desqualificação da população negra. [...] Tal situação se agravou com a ameaça de impeachment da Presidenta Dilma, por razões discutíveis". Embora tangenciando o tema corrupção, Boff apenas sinaliza que a mesma existe (pois não há, humanamente, como afirmar o inverso), restando obscuro quem a institucionalizou: "bandeiras sagradas do PT foram traídas pela corrupção em altíssimo grau, gerando decepção profunda". Omite o autor que a corrupção foi institucionalizada pelo próprio partido que detém o poder há quase década e meia.
 
Na "luta de classes", a mesma balela de sempre:
 
"Descobrimos um fato, não uma teoria, de que entre nós, vigora uma verdadeira luta de classes. Os interesses das classes abastadas são antagônicos aos das classes empobrecidas. Aquelas, historicamente hegemônicas, temem a inclusão dos pobres e a ascensão de outros setores da sociedade que vieram ocupar o lugar, antes reservado apenas para elas. Importa reconhecer que somos um dos países mais desiguais do mundo, vale dizer, onde mais campeiam injustiças sociais, violência banalizada e assassinatos sem conta que equivalem em número à guerra do Iraque. Temos ainda centenas de trabalhadores vivendo sob condição equivalente à  escravidão".
 
Sob o elevado número de assassinatos de brasileiros, sinteticamente, vale a pena lembrar ao leitor que o número crescente de homicídios decorre, dentre outras variáveis, de uma política desarmamentista implantada pelo Governo Federal, embora a sociedade brasileira tenha se posicionado contra o Estatuto do Desarmamento.
 
Na mesma toada, Boff não perde a oportunidade, sob a mentira da luta de classes, de atacar frontalmente o Cristianismo, outro pilar de destruição para a agenda esquerdista: "grande parte destes malfeitores se professam cristãos: cristãos martirizando outros cristãos, o que faz do cristianismo não uma fé mas apenas uma crença cultural, uma irrisão e uma verdadeira blasfêmia". Reduz o Cristianismo a uma seita, uma simples crença, algo irrisório, uma blasfêmia. Quão covarde!
 
Mas qual a solução para todo o cansaço social, para todos os problemas da atualidade vivenciados no Brasil? O autor a tem na ponta do lápis: o velho e carcomido comunismo, em sua mais alta voltagem, envolvendo utopias, Nova Constituinte (sic!), Ecologia, Movimentos Sociais, Biocivilização (seja lá o que isso for!), reforma agrária (no comunismo, sempre gerando improdutividade!), novo design de educação (leia-se: doutrinação esquerdista na educação):
 
"Vejo uma saída possível, a partir de outro lugar social, daqueles que vem debaixo, da sociedade organizada e dos movimentos sociais que possuem outro ethos e outro sonho de Brasil e de mundo. Mas eles precisam estudar, se organizar, pressionar as classes dominantes e o Estado patrimonialista, se preparar para eventualmente, propor uma alternativa de sociedade ainda não ensaiada mas que possui raízes naqueles que no passado lutaram por um outro Brasil e com projeto próprio. A partir daí formular outro pacto social via uma constituição ecológico-social, fruto de uma constituinte exclusiva, uma reforma política radical, uma reforma agrária e urbana consistentes e a implantação de um novo design de educação e de serviços de saúde. Um povo doente e ignorante nunca fundará uma nova e possível biocivilização nos trópicos. Tal sonho pode nos tirar do cansaço e do desamparo social e nos devolver o ânimo necessário para enfrentar os entraves dos conservadores e suscitar a esperança bem fundada de que nada está totalmente perdido, mas que temos uma tarefa histórica a cumprir para nós, para nossos descendentes e para a própria humanidade".
 
Nada mais quer Boff, com a “solução” proposta, do que fazer crescer as raízes da discórdia entre os indivíduos, do anarquismo, do ódio, da agenda gay, do anticristianismo, do anticapitalismo, da desmoralização total, da desestabilização das relações sociais.
 
Na pura verdade, a sociedade brasileira cansou de tipos como você, Sr. Leonardo Boff, que através de uma linguagem deturpada e temerosa inverte a normalidade dos fatos, nega a realidade dos acontecimentos, terceiriza a culpa dos males brasileiros, inventa um Brasil que só existe nas mentes psicopatas da esquerda brasileira.
 
Fonte:

Brasil, 15 de janeiro de 2016.

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