CAINDO NO CONTO PETISTA (OU DA ESQUERDA?)


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

E
nvergonhados devemos estar todos nós que nos deixamos levar pelas ardilosas e mansas águas superficiais do discurso petista, durante toda a sua trajetória até a chegada ao poder. Sim, vergonha de ter se apropriado com orgulho das frases de efeito, dos jingles, e tê-los ressoados em todas as oportunidades possíveis. 

Ah como era fácil bradar aos ventos que a mudança estava próxima, e que só havia um caminho a se seguir, pois não haveria oposição mais ferrenha que pudesse alterar o curso da nau Brasil. Pelo contrário: demonstrar oposição naquele cenário, por mínima que fosse, seria imediatamente taxar-se de contrário à melhora do país, à diminuição dos índices de desemprego, à melhora da educação do povo, das classes mais pobres e menos favorecidas. Ser contrário àquelas promessas significava receber o rótulo de estrangeiro em seu próprio país, alguém pouco preocupado com o progresso de sua nação.

Mas nem todos os que vivenciaram aquele momento receberam o indesejável invólucro de estrangeiros. Poucos foram os que, conscientes das movimentações políticas e de bastidores da esquerda, principalmente do Partido dos Trabalhadores, conseguiram vislumbrar futuro tenebroso e apocalíptico para nossa nação. 

Este catastrófico futuro político-social a qual nos referimos, o nosso atual presente, foi pressentido por poucos e capacitados intelectuais. Em número ainda mais reduzido foram os que, à época, conseguiram analisar concreta e objetivamente os fatos históricos, pondo-os em ordem para uma fácil compreensão popular. Da precisa análise, materializaram o porvir em obras clássicas, classificadas naquele período com o estereótipo do assombro desproporcional conspiratório. Triste da nação que não soube aproveitar este farto conhecimento, relegando ao tempo a prova cabal do escrito naquelas páginas. O tempo não perdoou a negligência de nosso povo.

Pois bem, o presente deu completa razão aos que se anteciparam aos meros navegadores das calmas águas, desapercebidos das bravias correntezas sob seus pés. O brasileiro, com sua mania de pouco ouvir ou ler mais atentamente os fatos, está pagando a pesada conta da surdez política. Muitos são os culpados, inclusive o que aqui lhes escreve. Culpa não por ter feito parte ativa do jogo da ilusão e da falsidade hegemônica da esquerda, mas por pouco ter discernido e atentado sob o mal que lhe circundava, por ter repercutido o canto dos malditos.

As águas turbulentas afloraram. Embora muitos ainda permaneçam a navegar na ilusória calmaria da enganação, o estrago maior já foi feito. Como protagonista de toda esta falácia, o Partido dos Trabalhadores é o vilão a ser crucificado, mas sua sentença de morte não arrefecerá por completo o novo turbilhão que se forma sob os cascos de nossas naus. Certo é que nova chance nos foi dada, o que nem sempre aconteceu na História da Humanidade. Os mesmos expoentes intelectuais, que tanto alertaram a classe política, militar e de outros intelectuais da época, continua a advertir a sociedade brasileira. Lastima-se que muitos permaneçam amoucados ante tão clarividente realidade. Outros tantos, de má índole, tentam novamente acalmar as águas. Faz parte do sujo jogo político da esquerda.

Caímos aos montes no conto esquerdista. Mas da queda no conto, muitos novos “estrangeiros” nasceram, filhos dos que previram o mal nascente. Nas mudanças que ora se observam, que estes "estrangeiros", na realidade os verdadeiros e legítimos brasileiros, desde sempre, repassem a faixa neles colocadas forçadamente aos únicos e autênticos ilegítimos brasileiros. 

A faixa é unicamente merecida àqueles que, por trás da mentira contumaz, dividiram a nação brasileira implantando a completa desordem social. Estes são os genuínos "estrangeiros", que vivem em nosso país mas dele só intentam surrupiar suas riquezas, desfigurar a identidade de seu povo. Só buscam o benefício próprio e de seus consortes, tal qual fizeram nossos descobridores, tão mal quistos nos livros de História. Assim procedem os reais estrangeiros de nossa nação, sectários de uma ideologia malévola, destruidora de povos e culturas.

Os ilegítimos brasileiros, estrangeiros legítimos integrantes da esquerda nacional, contaram roucamente o conto que adormeceu nosso país por décadas a fio. Mas agora, o descrédito toma conta de cada nova tentativa de voltar à página inicial da estória. 

Virada a página final do conto, precisamos reescrever nosso futuro, sob o atento alerta dos que permanecem a prever e analisar os fatos e o desenrolar histórico de nossa nação. O caminho da libertação deste mal denominado esquerda está traçado. 

O conto chegou ao fim!

Brasil, 11 de setembro de 2016.