COMENTÁRIOS AO ARTIGO - ABORTO: PROIBIR OU LEGALIZAR?


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

Deparamos-nos, em 15/02/2016, com artigo de autoria do Advogado Arnaldo Fernandes, no jornal O POVO, intitulado Aborto: proibir ou legalizar? [1], o qual tecemos algumas considerações.

Quando nos deparamos com artigo cujo título traz uma "problematização" ou uma problemática a ser analisada, já desconfiamos que o embasamento teórico do autor remonta às questões Freirianas, de problematização deseducativa da realidade. 

Obviamente, existem artigos que indagam em seu título, como já tivemos oportunidade de produzir em outros momentos, mas neste último caso sem qualquer fundamento nas perspectivas de Paulo Freire, que não parecem ser o caso de vosso artigo, de pronto inundado de falácias, desinformações e desconhecimentos da realidade histórico-empírica que remonta o aborto (ou se conhecedor, no uso indiscriminado da inverdade como norte da sua pena).

De pronto, gostaríamos de lhe informar que não existem direitos sexuais da mulher relativos ao aborto. Mostre-nos na Constituição Federal de 1988 qualquer referência a Direitos Sexuais. Não há. Isto é uma invencionice do movimento a favor da morte, da qual o seu artigo entoa o maldito cântico. 

Da mesma forma, não há qualquer menção a direitos reprodutivos das mulheres na Carta Máxima, até pelo fato de que, se o houvesse, o homem também teria parcela desse direito reprodutivo, pois a mulher não gera filhos autonomamente. A mulher sempre precisará de um homem para a concepção, seja esta natural ou não. Assim, usar o termo direito reprodutivo da mulher é ludibriar o leitor, apresentado-lhe direito que este não possui em nosso Estado Constitucional de Direito.

Outrossim, não há qualquer razoabilidade na reivindicação do "direito ao aborto seguro", pois este não é direito positivado em nosso Estado. Ademais, não existe razoabilidade no assassinato de um ser humano. Se assim o fosse, poderíamos considerar razoável o estupro seguido de morte, o latrocínio, o sequestro seguido de morte, o homicídio, o infanticídio? Cremos que não. 

Note que todos estes crimes comunicam-se com o aborto: extirpam vidas. Abortar é assassinar um ser humano em gestação. O autor, como advogado, defensor da sociedade, deveria perceber que se há razoabilidade em abortar/assassinar um feto, estará aquele concordando, razoavelmente, com a razoabilidade de um homicídio. É isto que o leitor deve entender da sua escrita?

Contrariando suas expectativas, é importante salientar que o aborto SEMPRE SERÁ, ao fim e ao cabo, um processo de preconceito intrauterino. Preconceito, na raiz da palavra, é um conceito formado antecipadamente e sem o conhecimento de algo. Se a mãe que aborta "desconhece" o feto, a importância deste ser vivo para a humanidade, tem formato pré-concebido do ser que gera em si. Abortando-o, concretiza uma das nuances do termo preconceito, agravado se o feto possui algum problema de saúde, pois formou-se conceito sem mesmo dar-se a oportunidade do feto nascer. O aborto, como ato comissivo de por fim à vida, é preconceituoso de origem, pois conceitua erroneamente a própria vida.

Ademais, o aborto não pode ser tratado como questão de saúde pública, pois o ato de abortar é o termo final de um processo degenerativo da moral social, vilipendiada em seus bons costumes cotidianamente. Não há que se falar em saúde se não há vida, pois esta é premissa daquele. Questão de saúde pública é todo o sofrimento psicológico e corporal sofrido pela mãe após o aborto. Questão de saúde pública é a ausência do Estado em educar sua juventude para evitar o relacionamento sexual precoce, um dos motivos das gravidezes precoces que podem originar o aborto. O aborto não é solução para nada, assim como matar também não o é: são apenas geradores de sofrimento.

Problema social originador do volumoso número de abortos praticados no Brasil é a desestruturação da família, de um feminismo radical sob o sustentáculo de nociva doutrinação ideológica (direito das mulheres, direitos reprodutivos, interrupção da gravidez, direitos sexuais, paternidade planejada, planejamento reprodutivo etc.), da sexualização precoce de nossas crianças, da educação ideologizada de nossos jovens, da desestabilização das relações sociais.

No aborto, caro Doutor, não há direito da mulher sobre o próprio corpo, já que não há "próprio corpo", pois existem dois corpos em transformação: a mulher e o feto, os dois detentores de Direitos. Sobre o aborto, nobre causídico, não há que se cogitar em definir, objetivamente, em se por fim à vida de um ser humano em gestação pela mera expectativa de vida extrauterina de 3 dias, 3 meses, 30 meses, 3 anos. Esta definição objetiva é contra o Direito Natural. 

Assim sendo, presta desserviço social o autor que não conduz sua escrita com veracidade, virtude das mais nobre.

Por fim, com o intuito educacional e de levar-lhe à reflexão aprofundada sobre o tema, enviamos-lhe link de interessante vídeo que mostra a realidade pragmática do aborto.


Isto posto, desejamos-lhe saúde, sucesso, paz e as bênçãos de Nosso Senhor Jesus Cristo, para você e toda a sua família.

Rezaremos pela vossa alma.

Que Deus lhe acompanhe!

Fonte:

Brasil, 16 de fevereiro de 2016.

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