DOZE MILHAS PARA O ABORTO


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

N
ão se engane! O movimento pró-aborto, insaciável na sua ânsia em dispor da vida alheia, tanto do bebê em gestação quanto da mulher, é um arcabouço inacabável de maldade. Cada apoiador do movimento pró-aborto, direta ou indiretamente, é responsável por fazer parte da máquina de matar seres humanos e corrobora com sua parte operacional ou intelectual nessa missão antivida. 

Nessa estrutura de insanidades contra a vida, o aborto deve ser praticado em qualquer local, com quaisquer meios, por qualquer pessoa, habilitada ou não, sem muitos critérios de preservação da mulher. A simples ideia do aborto já é um dos piores males, psicológicos e físicos, para a gestante. Mas isto não é empecilho para que o movimento pró-aborto vá além da imaginação na sua sede de matar.

Fundada em 1999, a instituição WOMEN ON WAVES (WOW) [1], em tradução literal, mulheres nas ondas, tem como finalidade “prevenir abortos inseguros e capacitar as mulheres de exercer seus direitos humanos de autonomia física e mental. A WOW entende que as mulheres devem ter acesso ao aborto médico e informações, através de estratégias inovadoras. Mas em última análise, trata-se de dar às mulheres as ferramentas para resistir a culturas e leis repressivas.”

A WOW foi fundada por Rebecca Gomperts. Depois de completar a sua formação médica sobre o aborto, “Rebecca Gomperts trabalhou como médica a bordo de um navio do Greenpeace, o Rainbow Warrior II. Na América do Sul, ela conheceu muitas mulheres que sofriam enormemente, tanto física como psicologicamente, devido à gravidez indesejada e falta de acesso ao aborto seguro e legal. Ainda segundo a fundadora da WOW, as histórias dessas mulheres eram todas de “cortar” o coração. “Havia mulheres que foram estupradas. Havia mulheres que não tinham meios de apoio.” Para Rebecca Gomperts, “essas mulheres e suas histórias foram a inspiração para Women on Waves.”

Mas qual a relação entre a WOMEN ON WAVES e a "inovação" na promoção do aborto?

A "inovação" é promover a prática do aborto em alto-mar. A bordo de um navio, a WOMEN ON WAVES “pode fornecer contraceptivos, informação, formação, workshops e serviços de aborto seguro e legal fora das águas territoriais em países onde o aborto é ilegal. Em águas internacionais (12 milhas ao largo da costa de um país) as leis locais não se aplicam.” Assim, em seus navios e longe da proteção estatal, abortos são realizados sem que sejam considerados como crimes. 

Essa distância de 12 milhas também é aplicada ao Brasil, de acordo com a Lei nº 8.617, de 4 de janeiro de 1993, que dispõe em seu art. 1º que o mar territorial brasileiro compreende uma faixa de doze milhas marítima de largura, medidas a partir da linha de baixa-mar do litoral continental e insular, tal como indicada nas cartas náuticas de grande escala, reconhecidas oficialmente no Brasil. A partir desse ponto marítimo, não se é mais considerado território brasileiro.

O que nos preocupa é que o WOW pode navegar em nosso além-mar e, seguramente, realizar a prática de abortos em nossas gestantes. E assim o faz. Trabalhando em estreita cooperação com as organizações locais, a instituição WOMEN ON WAVES “quer responder a uma necessidade médica urgente e chamar a atenção do público para as consequências da gravidez indesejada e aborto ilegal. A WOMEN ON WAVES ainda “apoia os esforços de organizações locais para alterar as leis do seu país.” 

Além disto, a WOW utiliza drones que carregam pílulas abortivas, de um país, para as mulheres que desejam abortar e estão em outro país. Com isto, usa-se as diferentes legislações e regulamentos de países onde o aborto é legalizado, promovendo a prática em países onde o aborto é restrito, através da ampliação do acesso às pílulas abortivas. Na mesma linha de promoção da prática do aborto, a WOW tem parcerias com outras instituições pró-aborto, como a IPPF (International Planned Parenthood Federation), através da distribuição de cartilhas de “educação sobre o aborto” [3].

Embora com quase 20 (vinte) anos de atuação, a WOW faz estarrecer os iniciantes na defesa da vida, pela capacidade de financiamento, articulação e estratégias do movimento pró-aborto. Imaginar uma estrutura clínica, mesmo que rudimentar, disposta em alto-mar para a prática do aborto, é perceber que o limite do mal extrapola, por vezes, o mais criativo pensador do bem.

A ADI 5581, a ser julgada em breve pelo STF, é uma prova que qualquer oportunidade social ou fraqueza do movimento pró-vida torna-se motivação e circunstância favorável para as ações do movimento pró-aborto. O Women on Waves é mais uma prova cabal da capacidade criativa do movimento pró-aborto. Pela tentativa e erro, os abortistas tentam ganhar espaço, embora a luta pela vida se torne, a cada dia, força mais contundente a se contrapor às estratégias abortistas.

Mas isto já é assunto para um próximo artigo.

Rebecca Gomperts

Mar Territorial

Barco da Womens on Waves

Drone com pílulas contraceptivas

Equipe da Women on Waves

Brasil, 28 de setembro de 2016.