E QUEM PROTEGE SEUS FILHOS?


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

A
família é, desde longas datas, a redenção e o principal estágio protetivo contra as mazelas humanas morais. Poucos tipos de proteção se sobrepõem à milenar instituição familiar. Nem mesmo o Estado mais protetivo já existente na História da humanidade conseguiu proteger a individualidade humana como o abrigo do lar. Mesmo que uma considerável variedade destas mazelas surjam no próprio interior da família, ainda é neste recinto, e com o auxílio de nossos pares que podemos nos contrapor a estes revezes. A escola, outro aliado no refúgio contra os males do mundo, também já foi identificado como o local em que nossos indefesos filhos seriam protegidos da (des)humanidade presente, por obrigatoriedade racional, no mundo. 

O problema da necessidade de proteção de nossos descendentes se aprofunda quando o Estado quer se apropriar desses dois ambientes da humanidade: a família e a escola. Assim, a escola, neste cenário aludido, pode não ser o local mais adequado para a proteção de nossos filhos e, indiretamente, do resguardo de nossa família. A ocupação progressiva do ambiente educacional por aqueles que proferem os ataques às famílias é realidade nossa, presente no nosso dia-a-dia. Sem a proteção de nossos infantes nestes ambientes, estarão prejudicadas nossas vindouras gerações, relativizadoras (líquidas, como costuma abordar Zygmunt Bauman) dos mais inimagináveis aspectos das relações humanas.

Dessa relativização abrupta de todos os valores tradicionais e milenares surgem casos como de Amanda Rodrigues (sic!) [1], transsexual que se tornou "celebridade" no Youtube. Amanda, nome fictício que esconde o seu verdadeiro sexo, está lançando seu primeiro livro, intitulado: "Meu nome é Amanda", uma referência ao seu "nome social". Amanda, em seu canal do Youtube, Mandy Candy, aborda irrestritamente temas que "interessam" aos jovens e, claro, sobre questões de gênero. Com seus 300.000 seguidores, Amanda, mesmo vivendo em Hong Kong, é assistida por um considerável público brasileiro, o principal de seu canal.

O caro leitor deve questionar o autor do texto: "mas esta realidade está tão distante de minha família; controlo o acesso a Internet de meus filhos, que estudam todos em escolas cristãs; em que este caso pode prejudicar os meus filhos?". Será mesmo que este singelo exemplo está tão distante assim de sua realidade? Este último questionamento abre espaço para outros tantos, como: os colegas de rua ou condomínio de seus filhos também possuem pais cuidadosos e que controlam o conteúdo assistido por eles na Internet? O muro levantado para o abrigo da sua família talvez se torne frágil se demais muros, de outras famílias, também não forem erguidos. A comprovação maior de que Amanda pode estar bem próximo de seus filhos, não bastasse o conteúdo de seu canal nas mídias sociais, é que este contato deverá ser intenso pelos próximos dias, já que Amanda estará em turnê de divulgação do livro pelo Brasil: entre os dias 18 de agosto e 10 de setembro, passando por Salvador, Fortaleza, Brasília, Manaus, São Paulo, onde participará da Bienal, e Rio de Janeiro.

Talvez seja ilusório obrigar que todos os pais protejam seus filhos, como assim se espera de uma relação pai/mãe-filhos. Deveria ser o natural. Porém, dano maior se causa quando os pais não têm (ou não desejam) a oportunidade de compreender a realidade que lhes cerca. Dano mais prejudicial ainda é quando os pais mesmo cientes da realidade acreditam que o efeito nocivo não ultrapassará as portas de sua casa. Não é natural e aceitável que uma ideologia (de gênero) tão nociva seja apresentada aos nossos filhos, (des)informando-os de que podem mudar de sexo ao seu bel prazer; que precisam ser educados sobre sexualidade precocemente; que devem experimentar o novo, pois o novo é pura liberdade; que devem por em dúvida a autoridade moral dos pais.

Desconhecer a verdade é não se vacinar contra os perigos que ressurgem paulatinamente sobre diversas formas, mesmo que mais sorrateiras, sutis e imperceptíveis à maioria da sociedade. O gênero é o mal-da-vez, o atraso que precisa ser anunciado e combatido. O gênero, como guarda-chuva de uma centena de maldades e perversidades da ala progressista da humaninade deve ser confrontado com a verdade, para que a mentira desmorone para sempre.

A batalha do gênero está longe de ser vencida. A omissão social fortalece os que combatem pela implantação do gênero. A família, a escola e a sociedade só permanecerão intactas quando cada um dos partidários de gênero, sem exceção, sejam desmascardos em público!

Referências:

Brasil, 16 de agosto de 2016.