FETOFOBIA E PRECONCEITO


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

O movimento pró-aborto, em sua completa extensão de ações, é preconceituoso e fetofóbico, em sua origem. Expliquemos.
 
Fobia é uma sensação intensa de aversão a algo. Aversão, nesse sentido, é a repulsa a alguém, seja direta ou indiretamente, aparente ou não. Assim, a fetofobia pode ser caracterizada como o sentimento ou ações oriundas em aversão ao feto, repita-se, mesmo que não aparente. Embora a palavra aversão pareça descabida e exagerada, não o é. A causa primária do movimento pró-aborto é assassinar o feto em gestação, embora denominada por este mesmo movimento de interrupção da gravidez, mas com o mesmo sentido: abortar. O ato de causar dor e sofrimento à outrem não se origina na bondade, na benignidade, na vontade de fazer o bem. Jamais. Mesmo que de forma culposa, provocar sofrimento físico e dor em outrem é ato em si que não protege ou resguarda a integridade alheia. Assim, a fobia, a aversão ao feto deve ser entendida como a volitiva ação de empenhar esforços para aniquilar a vida daquele. Na fetofobia, o repúdio extintivo não se verifica no indefinido, mas no feto em gestação, desde a concepção. Assim sendo, para antes do feto pode-se ampliar esta fobia ao nível embrionário, com todas as características já contempladas para a fetofobia.
 
Da mesma forma, a atitude intencional de causar sofrimento físico ao feto deve ser considerada como atitude preconceituosa, que se aperfeiçoa no juízo prévio de alguém sob outrem, no caso o feto, partindo de análises falhas, incorretas e sem fundamentos sobre características imanentes à sua existência, sobre sua condição de ser um feto ou embrião. O preconceito, na perspectiva de prejulgamento, especializa-se na decisão antecipada, no julgamento, no sentenciamento, na condenação de outrem, sem que este tenha o direito de contrapor as ideias contidas no julgamento, na condenação, simplesmente de pertencer a determinada categoria de ser vivo. Assim, verifica-se o preconceito contra feto/embrião pelo exclusivo motivo de o ser vivo ser feto/embrião, sem qualquer fundamento, sob qualquer perspectiva, que lhe impute qualquer conduta irregular. Em outros termos, o preconceito se materializa sobre o fato do ser vivo ser feto ou embrião. Outrossim, é importante salientar que a mera ação de opinar, expressar ou emitir prévio juízo de valor que ponha em risco a integridade física do feto é conceber prévia e erroneamente, com preconceito, o processo de transformação de um ser.
 
Analisados estes aspectos, verifica-se claramente, em todo o movimento pró-aborto, preconceito sobre o feto ou embrião, pois fundado em conclusões controversas, em julgamentos precipitados. Qual característica inerente ao ser vivo em desenvolvimento deve ser considerada como pressuposto para sua condenação ao sofrimento físico? Apenas sua qualidade de ser em gestação? Ser um ser em gestação é "erro" ou "falha" o suficiente para ser prejulgado? Se, em um esforço lógico asfixiante, o "erro" ou a "falha" forem entendidos, dentro do processo gestacional, como causa de risco para a mãe, a lei já protege a gestante para estes casos. Assim, em todos os outros casos, cogitar o aborto do feto/embrião é condenar preconceituosamente ações não realizadas, falhas não ocorridas, erros não cometidos pelo feto/embrião.
 
De modo a consolidar o que se descreve, usaremos como exemplo a principal bandeira do movimento gay: a homofobia. Os crimes homofóbicos fundam-se no fato da vítima pertencer a uma condição específica, neste caso, a vítima se enquadrar na categoria de homossexual, incluindo nesta categoria todas as diversificações inerentes ao termo. Desse modo, de acordo com o movimento gay, a homofobia se caracteriza pelo preconceito com base na condição da homossexualidade. Cotejando-se os casos, qual a diferença entre o preconceito contra homossexuais e o preconceito em face do feto/embrião?
 
Da mesma forma que se pretende proteger qualquer ação preconceituosa contra homossexual, mesmo que não se lhe cause qualquer lesão física, bastando uma agressão psicológica, o que impede a proteção do feto/embrião? É desarrazoado proteger o homossexual para que este não sofra, por exemplo, qualquer tipo de impedimento como o acesso a transporte público, a estabelecimento comercial, instituição de ensino ou o acesso a cargo público ou a uma vaga em empresa privada e não se proteger o feto para que este tenha acesso à vida, bem maior entre os expostos. Da mesma forma que se pretende criminalizar a veiculação de propaganda e símbolos preconceituosos, inclusive pela internet, contra homossexuais, também deve ser criminalizada qualquer tipo de propaganda, símbolos, artigos, depoimentos, por exemplo, que preconceituosamente prejulguem a condição do feto/embrião, apenas por este ser um feto/embrião.
 
O preconceito e a aversão ao feto/embrião em gestação, agindo o agressor de modo a incentivar o seu aborto, devem ser classificados como Fetofobia, pois condenam o feto/embrião à morte, mediante errônea condenação preconceituosa pré-estabelecida.

Brasil, 17 de fevereiro de 2016.

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