GÊNERO E OPRESSÃO


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

“O gênero não é escrito no corpo”. A famosa frase escrita por Judith Butler, expoente feminista e ideóloga de gênero, reflete nuance por vezes desapercebida da ideologia de “gênero”. Quando a escritora americana, na sua obra Problemas de Gênero (p. 251), enfatiza que o gênero não se fixa ao corpo, ao invés de libertar o corpo aprisiona-o numa busca incessante por algo inexistente (o gênero), e que apenas sobrevive forçosamente nas mentes doentias de “pensadores” ou nas vagas lembranças dos idiotizados não pensantes. O gênero, na verdade, encarcera seus admiradores, escravizando-os numa eterna busca do inexistente e do inalcançável.

O gênero, seja como construção social performativa, gestual ou simbólica, funda-se em teoria inexistente, pois nega a ciência sem criar nova ciência. Assim sendo, quando não cria nova ciência a partir de uma ciência pré-existente, a teoria de gênero não conclui seu caminho natural de reivindicar posição científica ao comprovar a invalidade de teoria anteriormente formulada. Negar por si só algo comprovado cientificamente não induz à formulação de novo degrau na ciência. Pelo contrário, desestabiliza-a, enfraquece-a, confunde os que irão recepcionar tal conhecimento.

Para além dessa instabilidade comprobatória do gênero (obviamente por sua inexistência científica), esta ideologia aprisiona e oprime os seus seguidores. Escondidos em falso manto de uma suposta liberdade prometida, a ideologia de gênero oprime e sufoca seus sectários, pois obriga-os a se desvencilhar do seu corpo natural, do masculino e do feminino, na eterna busca de um enquadramento sexual além-imaginário. Da mesma forma, a orientação sexual e a sexualidade servem de armas para o aprisionamento inescrupuloso dos desvairados seguidores da ideologia de gênero.

Percebe-se, claramente, que não se pode enquadrar a ideologia de gênero e todas as suas falaciosas premissas na prática que oferece algo benéfico ao indivíduo humano. Tudo aquilo que aprisiona, que restringe a liberdade, que encarcera as necessidades naturais é maléfico ao ser humano. O gênero faz exatamente isso. Quando a ideologia de gênero obriga o humano a se desvencilhar de seu corpo e buscar o inatingível, só assim ocupando seu espaço social, proíbe todo homem e mulher de usufruir a sua liberdade natural, trazida em seus genes. O gênero, como prisão da sexualidade herdada e espontânea, destrói a normalidade psíquica do sujeito, levando-o à beira do abismo do esvaziamento humano, da perda de percepção da sua identidade humana, na busca desenfreada de um reconhecimento social pela sexualidade.

Falar de gênero é falar de aprisionamento do ser numa busca implacável pelo nulo. Assim, não há qualquer resquício de logicidade em algo que, com base em fundamentos falhos, impraticáveis, inconsistentes, tenta emplacar uma frenética corrida sem vencedor ao final. Na lógica de gênero, só há perdedores na linha de chegada e, esta linha, é um precipício em que não há caminho de retorno. O gênero, como prisão perpétua da modernidade, prostitui e aprisiona os incautos seguidores de tal ideologia, mas as chaves do cárcere permanecem intocáveis nas mãos de poucos, os mesmos que tentam tornar possível tal ideologia, mas que jamais se aprisionarão nas celas do gênero.

Desse modo, a ideologia de gênero, inexistente em fundamentos, só pode existir em uma perspectiva: o enclausuramento do humano. Tornando-o cativo, na sua infindável busca pelo irreal, adoece o ser humano e a sociedade em que ele vive. A ideologia de gênero, como mal que restringe a liberdade natural do homem e da mulher de se entender como do sexo masculino ou feminino, fantasia mundo imaginário, doentio, imperfeito. O gênero padece da sensatez, dos fundamentos lógicos que fazem o ser humano se perpetuar, impondo um calabouço de sofrimentos aos que o experimentam.

Não é natural que o ser humano aceite o aprisionamento do seu corpo sem qualquer tipo de oposição. O gênero expande-se para aprisionar a natural e biológica sexualidade de cada indivíduo, através de fundamentos confusos, falsos, ilusórios, ludibriosos. O cárcere de gênero deve ser combatido, seja nas ideias, seja na força, pois o ser humano tem o direito legítimo e irrevogável de sua liberdade. 

Referências:
BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. 9. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015.

Brasil, 03 de julho de 2016.

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