GÊNERO: PARA NÃO CONFUNDIR!


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

A
biopolítica de Michael Foucault serviu de premissa para o desenvolvimento da ideologia pró-gênero. Esta ideologia, alavancada pelo movimento feminista, infelizmente recebe apoio indireto dos que deveriam combatê-la. Este "apoio" indireto ocorre porque os que combatem tal ideologia, muitas vezes, são incapazes de perceber o labirinto em que foram postos pelo embaralhamento dos conceitos flutuantes da ideologia de gênero. É o que ocorre quando se aprofunda na discussão da homossexualidade/heterossexualidade.

Muitos heterossexuais, não percebendo o limiar subversivo das estratégias de gênero, confundem ACEITAÇÃO da homossexualidade (como uma derivação da normalidade sexual biológica humana) com a PROMOÇÃO da homossexualidade, principalmente quando aplicado a crianças e adolescentes. 

Quando se trata da opção homossexual POR ADULTO (com idade acima da maioridade civil, que é aos 18 anos) a regra é simples: a homossexualidade, sem diferenciação se masculina ou feminina, deve ser aceita e respeitada, por todos. Cada um é livre para decidir por qual opção sexual optar. Apenas isto!

Entretanto, quando há o envolvimento de crianças (e é neste ponto que os ideólogos de gênero mais concentram seus esforços), a lógica acima deve ser completamente invertida: para este público a homossexualidade e suas práticas sociais devem ser postas à distância, inacessíveis, inalcançáveis, inatingíveis. Imaginar o contrário é, inegavelmente, compactuar com a ideologia de gênero. 

E não é complicado entender tal raciocínio, tendo diversos exemplos no meio científico: a criança em idades iniciais não tem maturidade evolutiva o suficiente para reformular o que naturalmente lhe foi impregnado em seus genes. Casos excepcionais devem ser tratados em sua excepcionalidade. O que não se admite, principalmente aos que combatem fervorosamente a ideologia de gênero, é entender permissivo que atos humanos adultos permeiem esse contexto da homossexualidade e atinjam frontalmente as crianças.

Também o que não se admite é que muitos heterossexuais, por desconhecimento ou má-fé, não percebam a lógica de gênero por trás de simples atos “pueris” de respeito ao próximo. Como dito, o respeito ao próximo (seja qual for sua opção sexual) é regra, antes de tudo humana, e que deve ser seguida. O que não se pode permitir é que a homossexualidade seja posta como opção de escolha para humanos em formação, o que inclui, por exemplo, aceitar a adoção de crianças por casais do mesmo sexo. Não refutar tal conduta é fazer parte dos que compactuam com a ideologia de gênero. 

E que não nos venham com artimanhas humanitárias em face do exemplo, de que mais vale uma criança em um lar do que desfavorecida em um abrigo. Aceitar a adoção por homossexuais é fazer coro ao gênero, ou haverá alguma forma de se explicar à criança adotada sobre a ausência de pai ou mãe se não recorrendo a preceitos da ideologia de gênero? Os casos são múltiplos, como a promoção da homossexualidade em novelas, mídias, eventos culturais e esportivos, sem distinção de público.

E que também não nos venham com a ladainha de que este é um discurso retrógrado! Quem mais respeita as minorias homossexuais, em suas condutas subjetivas, que não justamente a maioria heterossexual conservadora, alvo certeiro dos ideólogos de gênero que se utilizam da homossexualidade da minoria como arma de combate contra o conservadorismo? Diga-se de passagem, a homossexualidade é amplamente respeitada por grande parcela de conservadores, que vêem no outro um ser humano digno de respeito, proteção e tutela estatal. Os ideólogos pró-gênero foram hábeis em se utilizar da parcela homossexual da sociedade como massa-de-manobra, para fazer difundir seus ideais e militar na campanha dispersiva das concepções de gênero. 

O que não pode se ter como aceitável é que os que combatem o gênero (sejam héteros ou homossexuais) não se apropriem dessa percepção, de que o ser humano, na quase totalidade dos casos, formatará sua opção sexual na adolescência, concretizando-a civilmente após os 18 anos. Antes disso, apenas a verdade natural e biológica deve ser apresentada às nossas crianças, seja por qual meio for. 

E vai outro recado aos navegantes: não entender este fato é jamais ter entendido o que é a ideologia de gênero!

Brasil, 16 de outubro de 2016.