GRITEM PELA VIDA


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

Aos ideólogos pró-aborto: escutem-nos! Por favor, parem de gritar mentiras sobre o aborto! Mentira e aborto são palavras malditas, carregam dor, sofrimento, desamparo e desilusão a bilhões de pessoas por todo o mundo, há mais de 50 (cinquenta) anos. Aborto, disfarçado de interrupção de gravidez, ou qualquer outro termo astigmático, é futuro que nenhum feto deveria percorrer se assim pudesse optar ou ter meios de defesa para tal. Quem mente sobre as reais causas, motivações e efeitos do aborto, mente sobre a humanidade, desconhece seu próprio ser, não se pode reconhecer autonomamente como pessoa. Deixem também os malfeitores nazistas “descansar” sob seus suplícios de mais 6 milhões de almas vencidas [1]. A atrocidade abortiva pós-Guerras já ceifou a vida de mais de 400 milhões de pessoas, somente nos EUA e na China [2]. Qual é a maior das atrocidades? As duas histórias devem permanecer em nossas mentes, por toda a eternidade. E quando perguntarem: onde estava Deus que não viu tudo isto, responderemos parafraseando integrante da cúpula da Igreja que escutou o questionamento em visita a Auschwitz: na verdade, onde estava o homem que deixou tudo isto acontecer?

A real necessidade de um estado totalitário como base fundamental para o extermínio de seus dissidentes sucumbiu com o Partido Comunista da URSS. Na atualidade, os extermínios acometem-se dissimulados em democracias representativas, disfarçadas de Direitos Humanos, direito das mulheres, direitos reprodutivos, paternidade planejada, e por outros termos semelhantes. Não há qualquer direito ou vontade maiores do que o direito à vida, desde a concepção. Após esta, não há que se cogitar em decisões sobre o corpo, sobre condições de ter ou não o filho. Após a concepção, o ser humano em gestação tem o pleno direito em nascer e não ser abortado, seja em regimes totalitários, autocráticos ou democráticos. Seja em Repúblicas; seja em Monarquias.

A negligência estatal em preservar a sociedade brasileira e, especificamente, as mulheres gestantes de qualquer epidemia que interfira na saúde da gestante e resulte em danos sanáveis à saúde do feto, não é motivo para extinguir a vida deste último. Neste caso, os meios jamais serão fundamento para atingir-se o fim de uma vida. O dano causado às mulheres é extremamente injusto, mas dano maior à própria gestante e ao feto será pelo aborto: àquela da alma; este do corpo. Combater o mosquito transmissor da doença, que têm outras origens, é o único meio profilático de conservação da natureza humana, da preservação de duas ou mais vidas em gestação.

O desamparo perceptível é único e exclusivo do Estado, que primeiro negligenciou no combate ao transmissor; em segundo, que desprotege mulheres grávidas, infectadas ou não pelo vírus Zika. A desproteção verifica-se antes e após o parto, mas também não é motivo sustentável para um debate sobre o aborto, seja este em seu início, meio ou fim. Não há início de debate sobre aborto se este, como já afirmado, patrulha há décadas as mulheres com seu garfo tridentado. Outrossim, o desamparado encampa a mulher gestante como também contempla o feto, os dois detentores do direito a uma saúde plena, de uma dignidade completa, semelhante a qualquer outro ser humano.

Parem de gritar mentiras como “direito ao aborto”, “direitos sexuais”, “direitos reprodutivos”, estes umbilicalmente ligados ao direito natural. Qual direito há em ceifar a vida de outro ser humano, abortando-o após a concepção? O direito ao aborto de fetos microcéfalos é peça macabra de um amplo marco de fragilização da vida, da dignidade humana. O Estado não pode proteger a morte, pois conflita com um de seus ditames originadores, que é a proteção à vida. Para os que mentem, a única geografia existente é a que se conforta com a maior quantidade de espaços vazios, seja na superfície terrena, seja em úteros. Como bem afirmam Schlafly e Venker [4], "as feministas atuam assim: elas usam a terminologia favorável - direito das mulheres, direitos de reprodução, violência contra as mulheres - para atrair a comoção das pessoas e marginalizar aqueles que discordam, fazendo-os parecer atrasados ou provincianos" (p. 26).

Ao gritar mentiras sobre o aborto, vocês deixam de escutar o verdadeiro Deus. Ensurdecem em seus próprios gritos embusteiros, escutando “deuses” inexistentes ou no máximo os sussurros de Hades, o Deus dos Mortos. Escolhem suas crenças e as exercitam sobre algo que não podem decidir, pois não se é permitido a qualquer humano determinar o término da existência de outro que se prepara para a vida.

Parem de gritar com base em falsos dados desinformativos, pois segundo previsões do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano de 2016 o Brasil contabilizará 104 milhões, 355 mil e 300 mulheres [3]. De acordo com estes dados e segundo cálculos dos ideólogos pró-aborto, há mais de 26 milhões de fetos sendo ceifados no Brasil, tornando este país mais perverso que toda a Alemanha Nazista, que trucidou, durante toda a II Grande Guerra Mundial mais de 6 milhões de judeus e outras castas não-arianas, muito bem inferior ao contabilizado acima. Isto posto, reforça-se a necessidade de um combate ao maior morticínio de seres indefesos, não mais em câmaras de gás, mas por sucção, desmembramentos etc.

As readaptações de vida, do cotidiano, dos afazeres são questões a serem discutidas partindo-se do pressuposto da manutenção da vida. Nociva é a solução do aborto como única via para os rearranjos sociais. Se assim o for, em breve gritar-se-ão mentiras sobre a morte de recém-nascidos como meio operacional de reacomodar os quereres dos genitores. Em outro momento, a discussão propagar-se-á aos idosos, desamparados. Assemelhar-se este cenário à eugenia não é acidente ou mera construção textual: é autêntica práxis dos gritos que aturdem a vida.

Ouçam as mulheres, as inocentes gestantes. Ouçam os gemidos engasgados de seus fetos, seus “gritos" de dor. Ouçam o rasgar de sua pele, o quebrar de seus ossos, as fracas batidas de seu coração. Os verdadeiros gritos são da luta do feto pela vida.

Que silenciem os que desejam, pela covardia, a morte.

Gritem pela vida!

[4] SCHLAFLY, Phyllis; VENKER, Suzanne. O outro lado do feminismo. Santos: Editora Simonsen, 2015.

Brasil, 06 de fevereiro de 2016.

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