ONU: A EDUCADORA SEXUAL DE MENINAS


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

As manobras e ações da ONU para implantação da ideologia de gênero em todos os países membros da Organização estão cada vez mais explícitas. Utilizando-se do falacioso argumento de "empoderar" as mulheres, o que propõe a ONU é, indiretamente, educar sexualmente as meninas em mais precoce idade. Esta finalidade foi postulada no começo do movimento feminista, por Shulamita Firestone, para quem se deve "incluir a opressão das crianças em qualquer programa feminista. O tabu do incesto é hoje necessário somente para preservar a família. Então, se nós nos desfizermos da família, iremos de fato desfazer-nos das repressões que moldam a sexualidade em formas específicas." A intenção final da ONU, corroborando com a frase da feminista Firestone, é educar o máximo de crianças possíveis sobre sexualidade, homossexualidade, promiscuidade, libertinagem, poligamia.
 
Quando se afirma que as ações da ONU estão cada vez mais explícitas deve-se aos inúmeros artigos publicados no site da ONU Brasil. Em recente artigo publicado em 29 de março de 2016 [1], com o título "Estados-membros da ONU comprometem-se a adotar iniciativas para promover igualdade de gênero" a ONU escancara a doutrinação. Embora não constante do título, o subtítulo do artigo é claro: "Comissão das Nações Unidas reconheceu o papel vital das mulheres como agentes de desenvolvimento, e que progressos nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, da Agenda 2030, não serão possíveis sem igualdade de gênero e o empoderamento de todas as mulheres e meninas." Lendo tal subtítulo, pode surgir no leitor o seguinte questionamento: mas o que seria o empoderamento de mulheres e meninas?
 
Como já abordado em outros momentos, para Marx, em uma luta de classes econômicas, o opressor (burguesia) na sua opressão para com o oprimido (proletariado), impede-o de ter o controle da produção e da propriedade privada. Para isso, era necessário pôr fim às diferenças econômicas entre burguesia e proletariado, igualando-os em direitos. Simetricamente, para o movimento feminista, partindo-se de uma luta de classes sexuais, o opressor (homem) na sua opressão para com o oprimido (mulher), impede-o de ter o controle da reprodução sexual e da propriedade de seus corpos. Para isso, era necessário pôr fim às diferenças sexuais entre homem e mulher, igualando-os em direitos. Assim, empoderar meninas em idades iniciais da vida é TORNÁ-LAS CIENTES DA "PROPRIEDADE DE SEUS CORPOS", PROPRIETÁRIAS DE SUA MUTÁVEL E FLEXÍVEL SEXUALIDADE. E como se dá tal "empoderamento", que na pura realidade enfraquece as mulheres e meninas esvaziando-as em sua identidade humana?
 
No caso apresentado de "empoderamento" das meninas, que pouca participação social têm na fase inicial de suas vidas, o "empoderamento" se faz pela (des)educação sexual precoce, tornando-as mulheres proprietárias de seus corpos, da sua sexualidade, empoderadas. Nota-se a grande mentira e nocividade no empoderamento proposto pela ONU, principalmente quando se refere a meninas em idade de formação intelectual. Mas este é o papel central do feminismo de gênero, para quem "o feminismo não se debruça sobre uma questão 'localizada'. As relações de gênero atravessam toda a sociedade, e seus sentidos efeitos não estão restritos às mulheres" (MIGUEL, p. 8). Não restringir gênero às mulheres é expandir suas maliciosas ideias a todo um conjunto social, começando pelas crianças, nas escolas e nas famílias.
 
Para que o "empoderamento" das mulheres se torne completo, os ideólogos de gênero perceberam que o processo de empoderar deveria se iniciar logo na infância, idade de mais fácil admoestação. Obviamente, para as feministas o empoderamento deve se perfazer em todas as fases da mulher, mas é na infância que aquele melhor se cristaliza. Nesta fase do desenvolvimento intelectual da criança, um amplo rol de assuntos que lhe são ministrados são amoldados à sua imaginação. O "empoderamento" proposto pela ONU não é senão o realizado na e para a educação, mas não na educação nas Ciências e sim na educação sexual das crianças. Ainda para as feministas, se cientes de suas "propriedades" sexuais desde a primeira infância, estas crianças tornam-se mulheres mais maleáveis e desejosas de completar seu "empoderamento" no campos da política, do social, da economia, das artes, da cultura.
 
Desse modo, após a 60ª Sessão da Comissão das Nações Unidas sobre a Situação das Mulheres, os Estados-membros da ONU se comprometeram a adotar iniciativas para promover a igualdade de gênero por meio de leis, políticas e instituições mais fortes. "De acordo com a ONU Mulheres, a comissão reconheceu o papel vital das mulheres como agentes de desenvolvimento, e que progressos nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, da Agenda 2030, não serão possíveis sem igualdade de gênero e o empoderamento de todas as mulheres e meninas." Para a Organização, "os países deram à desigualdade de gênero um prazo de validade: 2030. Agora é hora de trabalhar. Esses acordos consolidam e iniciam a implementação de uma agenda de gênero com a qual temos a melhor possibilidade de não deixar ninguém para trás".
 
Por tudo o que foi exposto, enquanto os movimentos em defesa da família também não atuarem em linha de frente agressiva, as derrotas serão constantes. Precisamos, sim, de atuações discretas, obviamente. Mas não podemos nos deter somente neste tipo de ação, já que do outro lado do campo de batalha os movimentos que afrontam a família utilizam-se de todos os meios possíveis para implantar sua causa.
 
Empoderar é, e sempre será, destruir a família. Quando agimos sempre receosos de apresentar nossas armas ao combatente oposto, perdemos a oportunidade de utilizá-las, fortalecendo o lado contrário.
 
Há tempos de agir com cautela. Há tempos de agir com força. Eis um bom motivo ao combate: "A sessão deste ano foi presidida pelo Brasil, representado pelo embaixador brasileiro Antonio Patriota." [3]
 
Referências:
[2] MIGUEL, Luiz Felipe. Feminismo e política: uma introdução. São Paulo: Boitempo, 2014.

Brasil, 31 de março de 2016.

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