TODOS OS BENS AO ESTADO


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

Assistindo a documentário em um canal de TV a cabo, uma cena chamou-nos atenção. O caso se passa na cidade de Vancouver, no Canadá. Lá reside um jovem de 14 anos, jogador amador de um time de beisebol local e que, por iniciativa própria e motivado por sentimento altruísta, decide enviar alguns tacos e bolas de beisebol novos para outro time amador, porém com menos recursos que o time canadense. O time a ser agraciado é formado por jovens cubanos, residentes naquele país e que por fatores alheios às suas ingênuas percepções sobre a realidade, prescinde do mínimo material necessário para treinos e campeonatos, sem maiores recursos para a aquisição dos materiais indispensáveis para a prática do esporte. 

Sabendo deste fato, o garoto canadense, comovido por tal situação, deliberadamente opta por socorrer o time cubano. O garoto separa e embala os tacos e bolas e os envia endereçado ao time amador cubano, com previsão máxima de entrega estipulada em semanas, segundo informa a atendente do Canada Post. Para surpresa do abnegado jovem, o prazo estimado não é cumprido. 

Passam-se 8 (oito) meses do envio das mercadorias ao Estado Cubano e o pacote não chega ao seu destino final. Inconformado com inesperada situação, o jovem canadense entra em contato com o serviço de correio canadense que o responde dias depois informando, para nova surpresa do jovem, que os produtos (embora passados mais de 8 meses) não foram entregues no destino pois foram “apreendidos” para análise do Governo Cubano. Os bens foram confiscados pelo Governo Cubano para análise e posterior, embora sem qualquer garantia de entrega aos destinatários. Esta foi a última resposta e possibilidade de rastreamento oferecida pelo correio canadense, que não poderia se responsabilizar pela entrega do pacote no destino final. Para o jovem canadense, era a certeza do insucesso do recebimento dos produtos pelo time amador cubano.

O fato verídico acima relatado narra com fidelidade o repetido costume de apropriação por Estados comunistas de bens de terceiros como se fossem de sua originária propriedade. A apropriação dos bens ocorre de diversas formas, desde a violenta através de esbulhos e desapropriações, até a elevação estratosférica e asfixiante de encargos imposta aos cidadãos e empresários, bem como os tomamentos e arrestos judiciais, sob processos fraudulentos e ilegais. São os meios operacionais de apropriação indébita do Estado em face de seu povo. Ato contínuo à apropriação das riquezas pelo Estado, prossegue-se a irregular e injusta distribuição das riquezas dos bens segundo a doutrina marxista: “de cada qual segundo sua capacidade, a cada qual segundo suas necessidades”. 

Trazendo o exemplo ao Estado brasileiro, a distribuição dos bens estatais segue a metodologia de dar aos "necessitados" sem medir suas "capacidades". A brutal e iníqua distribuição da riqueza da nação brasileira, surrupiada dos cidadãos trabalhadores e pagadores de impostos, é regida pela máxima: tirar de quem produz para dar a quem não produz. Os que não produzem riqueza alguma encontram-se aos bandos nas centenas de ONG’s, Sindicatos, Centrais Sindicais, Confederações Sindicais, Movimentos Sociais, Institutos etc.

Aperfeiçoa-se a cantiga: todos os bens ao Estado, e do Estado para os que ele quer bem!

Brasil, 01 de janeiro de 2016.

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