UNIDOS PELA VIDA


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL

E
screvemos em artigos anteriores que a terceira fase da luta pró-vida engloba, em primeiro plano, o ajuntamento das diversas forças e expoentes nacionais no combate ao aborto, sejam elas associações, instituições, movimentos civis "não-organizados" ou mesmo cidadãos comuns que anseiam em defender a vida. Um movimento pró-vida fortalecido passará pela necessária união dos que têm a causa da vida como baluarte maior de suas ações extraprofissionais, ou até daqueles que têm na defesa da vida seu principal labor diário. Todos, sem exceção, devem ser chamados e envolvidos com a causa, seja qual for a origem deste chamamento ou o nível de envolvimento.

Entretanto, outros dois pontos interessantes, mas não em segundo plano, devem ser observados na perene luta pela vida. Pensar a batalha pela vida sem que esta seja observada em seu aspecto interno por completo, ou seja, a defesa de vida desde a concepção, pode ser um erro estratégico. Deste erro não mais padecem os principais movimentos pró-vida no Brasil, uníssonos em seus discursos de que a vida deve ser protegida desde a concepção. Isto é ponto unânime, não há dúvida.

Por outro lado, pensar a batalha pela vida sem que seu aspecto externo seja promovido com amplitude, talvez também seja um importante erro estratégico do movimento pró-vida. Mas qual este aspecto externo? O envolvimento de todos os "braços" da luta pela vida e que estão dispersos em regiões "afastadas" do centro-sul do país, como o Norte e o Nordeste. E vejam: não se trata de regionalismo barato, mas sim de uma efetiva busca pelo fortalecimento do movimento pró-vida, para além das divisões territoriais de nossa nação.

É notório que o eixo sul-sudeste atua de forma ampla, engajada, estruturada e com eficiência na proteção da vida de nossas indefesas crianças em gestação. Os fatos e os relatos de mães que deixaram de abortar comprovam, sem qualquer maior esforço, o que aqui se afirma. A experiência e os feitos alcançados por esta parcela do movimento pró-vida, após anos e anos de árduas batalhas em face da morte, são extremamente louváveis, dignos de reconhecimento e gratidão. O movimento pró-vida, em sua magnitude, não pode relevar toda uma história de conquistas deste núcleo em defesa da vida, mesmo que em conquistas pinceladas de derrotas, eterno combustível para novas vitórias.

Todavia, imaginar um movimento pró-vida cada vez mais fortalecido não pode prescindir do envolvimento, fundado na confiança, de todo um rol de bravos lutadores com raízes no eixo Norte-Nordeste. Não que as batalhas diárias pela vida não estejam sendo travadas ne campo de luta mais ao topo do país. Pelo contrário! Há diversos e bravos contendores espalhados por esta imensidão de terras, do extremo leste da Paraíba até o extremo Oeste do Amazonas, salvando numerosas vidas. Mas vejam, não se quer aqui qualquer reconhecimento dessas pessoas. Cada "peça" da engrenagem deve agir na sua função precípua, sem qualquer maior ruído, relegando ao conjunto do mecanismo que tutela a vida os agradecimentos merecidos.

Contudo, o que se entende por um movimento forte e conciso é a constante aproximação dessa faixa de atuação (Norte-Nordeste) em defesa da vida com os trabalhos realizados na região Sul-Sudeste, em mão de duas vias, sempre. Numa situação prática, entendemos de fundamental importância o envolvimento e participação de expoentes da luta pela vida do Norte e Nordeste em eventos de magnitude nacional sediados no eixo Sul-Sudeste, e vice-versa. Novamente, não se trata de regionalismo baixo, mas sim de, perante a sociedade e ao próprio movimento em prol da vida, constatar-se que o combate em defesa da vida não tem regionalismos, pois a vida nascente não difere em sua importância em face da região, do clima ou do "berço" de que emana. Ontologicamente, a vida é valorada de per si, sem necessidade de quaisquer características afirmativas e adicionais para lhe condicionar a existência, seja ela plena ou não. 

A união desses esforços é a chave para a completa singularidade do movimento em defesa da vida. Não se pode conceber um vigoroso movimento pró-vida onde vigora separatismos, regionalismos, desconfianças irresolutas ou hesitações descabidas.

Brasil, 02 de agosto de 2016.

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