A JURÁSSICA IDEOLOGIA DE GÊNERO


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL
Publicado em 11 de fevereiro de 2017

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evendo o filme Parque dos Dinossauros (Jurassic Park, 1993) deparei-me com semelhança descomunal entre o enredo do filme e uma das mais absurdas e fantasiosas ideologias da atualidade: a ideologia de gênero. Mais de duas décadas após o lançamento desta ficção de Steven Spielberg, outros "diretores" da modernidade, os ideólogos de gênero, insistem em também apresentar ao público suas ideias ficcionais e totalitaristas.


A estória retratada no filme, que se passa em uma ilha próxima a Costa Rica, narra a fantasia de recriação dos dinossauros, extintos há bastante tempo. O filme se baseia em livro com o mesmo nome, publicado em 1990 por Michael Crichton. Após investimentos bilionários em pesquisa, um cientista encontra a fórmula necessária para a recriação de várias subespécies de dinossauros. Por segurança, os novos seres criados são aprisionados separadamente, longe da civilização, por óbvia impossibilidade de coexistência mútua entre dinossauros e seres humanos. Tudo transcorre dentro da normalidade, até que a ganância material dá outro contorno e enredo ao filme, mudando por completo a trajetória ficcional. Afora estes detalhes da narrativa, ponto central do filme nos chamou atenção: o erro capital, e talvez não imaginado pelos cientistas, que fez com a estória passasse da fantasia à realidade histórica! 

Os cientistas do filme tentaram remodelar a natureza e a essência dos dinossauros, transformando-os de animais agressivos e livres em animais dóceis e pacatos, mesmo que aprisionados. Tentaram invalidar a principal característica de algumas espécies de dinossauros, que é sua predisposição à caça, ao combate, à luta pela sobrevivência, oferencendo-lhes alimentos em local e horários programados. O final da estória é trágico: mortes, sofrimento, fugas, caos generalizado e uma constatação emblemática: a impossibilidade natural de se mudar algo que é inerente à natureza, seja em animais racionais ou irracionais. Mesmo que numa esfera ficcional, os dinossauros estavam sendo modelados pelos homens, em características que não lhes eram naturais.

Mas o que essa experiência fictícia que se passa no filme se assemelha com a Ideologia de Gênero?

Na ideologia de gênero, o que "cientistas" da sexualidade também estão tentando fazer é "emancipar-nos da nossa natureza", como afirma o Dr. Robert Spaemann, na Introdução da belíssima obra The Global Sexual Revolution: destruction of freedom in the name of freedom[1]. Nessa mais nova fantasia pseudocientífica, agora aplicada à sexualidade, os ideólogos de gênero insistem em separar-nos de nossa natureza biológica, aprisionando-os na busca incessante de uma pseudorealidade sexual inexistente e inatingível. Da mesma forma que no filme, sob bilionário investimento internacional, o fim da fábula ideologia de gênero será o mesmo: a impossibilidade de nos desvirtuarmos de nossa natureza; de imaginar que a simples percepção psíquica diferenciada de nossa realidade sexual poderá nos mover por caminho identitário que se desvia de nossa essência; sofrimento, mortes, caos social generalizado.

Assim como retratado no filme, os dinossauros seguiram seus extintos naturais. O homem, mesmo que sob forte modelagem da ideologia de gênero, mais cedo ou mais tarde reencontrará sua origem biológica. De nada adiantará a tentativa de nos aprisionar na ideologia de gênero. De nada adianta a doutrinação que nos é ministrada por todos os meios possíveis como parte do processo de revolução cultural/sexual em curso. O ser humano, não-moldável em sua sexualidade biológica, encontrará seu caminho de retorno, como ser masculino ou feminino, e nada para além disso. 

O que resta aos cidadãos aversos ao gênero é se apropriar da luta contra essa ideologia e não esperar, tal qual no filme, que nossas crianças sejam levadas pelo encanto de uma falsa liberdade, como uma fuga da sua própria espécie. O conto de fadas da ideologia de gênero faz parte de uma "revolução cultural que entra em cada casa e em cada coração. Não há território neutro em que nós possamos nos esconder" (KUBY, 2015, p. 5).

É o momento de nos afastarmos desses tempos jurássicos e gananciosos da ideologia de gênero, por mútua impossibilidade de coexistência natural entre esta ideologia e a nossa sexualidade biológica, que não pode ser modificada de acordo com o desejo humano. O que nos resta então é transpormos-nos ao progresso e à modernidade do sexo natural, sempre vivo e perene, que nos distingue na complementaridade entre homem e mulher, e nada mais.

[1] KUBY, Gabriele. The Global Sexual Revolution: destruction of freedom in the name of freedom. Washington: Angelico Press, 2015.

Casa Luz
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