CHACINA DE UM PAÍS


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL
Publicado em 04 de janeiro de 2017

É
histórico e conhecido o processo de alinhamento de regimes de esquerda (seja ou não sob ditaduras) com organizações criminosas, principalmente as envolvidas com o tráfico de drogas e de armas. Este cenário se agrava quando o próprio regime de esquerda também se configura como uma organização criminosa político-econômica. Tem-se assim um conluio entre organizações criminosas: de um lado, uma organização política; de outro, uma organização armada; de um lado, a estratégia; do outro, a operação.

O que se viu na mais recente chacina ocorrida em Manaus é o descompasso de ineficientes políticas públicas das últimas duas décadas, políticas estas que deveriam combater o crime organizado, tanto o estratégico como o operacional. A conclusão a que se chega sobre a ineficiência dessas políticas públicas pode ter três caminhos: os parcos investimentos em segurança pública, em sentido amplo; a falha na elaboração das estratégias em segurança pública ou a estreita vinculação entre essas organizações criminosas.

As duas primeiras possibilidades são as mais plausíveis, o que não anula a terceira: o embricado relacionamento entre os dois eixos criminosos, usufruindo ambos do poder e dinheiro amealhados da realização dos crimes. A organização formalmente no poder se agiganta em face do enraizamento social da organização criminosa operacional, dentre eles o PCC, o CV, e agora a mais divulgada Família do Norte. Como as clássicas famílias da máfia, as duas "famílias" possivelmente tenham cruzado os seus destinos. Uma delas, a que legalmente tem o dever de combater a outra, parece ter se omitido de uma atuação mais enérgica no combate às mazelas criminosas e organizada em nosso país.

O que nos faz entender dessa forma é a dispersão do crime no Brasil, principalmente nos últimos 20 (vinte) anos. Os números negativos crescem a cada ano, mais notadamente os de homicídios. O tráfico de drogas, de armas, o consumo de entorpecentes e os demais crimes correlatos confirmam o que aqui se relata. Tenha sido intencional ou não, o que se observa é que se negligenciou uma hostilização mais generalizada aos que hoje movimentam o terror nos presídios brasileiros.

Assusta ainda mais saber que uma dessas organizações tem estreito vínculo com outra organização criminosa internacional: as FARC [1]. Como as FARC, que está sendo alavancada a grupo político-militar, com ampla ajuda da esquerda internacional (leia-se Cuba), pode manter vínculo com organização criminosa nacional, senão pela negligência de nossa segurança pública? É nisso que queremos crer, ou ficar com a segunda opção de que a negligência foi proposital, direcionada, o que desencaderá profundas complicações a cada brasileiro, no seu dia-a-dia, mesmo que indiretamente.

É triste sermos refém duas vezes, em tão pouco espaço de tempo: do Estado e de organizações criminosas que nele se inflitram!

Referências:

Casa Luz
Casa Luz