TRUMP E A “CIDADE DO MÉXICO”: UM MURO DE CONTENÇÃO À INDÚSTRIA ABORTIVA!


Autor: CRÍTICA POLÍTICA BRASIL
Publicado em 30 de janeiro de 2017

O
ano de 2017 começa vitorioso para o movimento pró-vida internacional. O presidente americano Donald Trump, poucos dias após sua posse ocorrida em 20 de janeiro, assinou ordem executiva (semelhante ao Decreto Presidencial, no Brasil) pondo fim ao financiamento público de organizações não governamentais (ONGs) que promovem, internacionalmente, o aborto. 

É importante lembrar que a proibição ao direcionamento de dinheiro público à indústria internacional do aborto, através de política pública denominada “Cidade do México”, tem uma longa história de idas e vindas. Tal medida proibitiva foi implantada originalmente em 1984, por Ronald Reagan. Em 1993 foi revogada por Bill Clinton, o que permitiu a volta do financiamento ao aborto, perdurando até 2001, quando George W. Bush novamente reimplantou a medida, interrompendo o aporte de recursos públicos ao movimento pró-aborto. No entanto, em 2009, Barack Obama revogou mais uma vez tal proibição, permitindo novamente o financiamento ao aborto internacional, o que perdurou até o último dia 22 de janeiro de 2017, quando Trump reinstaurou a proibição de tal aporte, sendo a mais recente derrota ao movimento pró-aborto. 

Com esse novo embargo financeiro à indústria abortista (estimado em milhões de dólares anuais), o governo Trump não só dificulta os meios para a prática do aborto como também evita que dinheiro do contribuinte americano chegue às mãos de abortistas. Outra consequência da medida é dificultar a distribuição de meios abortivos ao redor do mundo, embaraçando o funcionamento da cadeia produtiva do aborto. Além disso, para se ter uma ideia do alcance da medida adotada por Trump, serão impactados não só profissionais que trabalham na promoção do aborto, mas todo um rol de ações do movimento abortista, como: cursos, palestras, debates, simpósios, congressos, encontros, além do enfraquecimento do lobby político pró-aborto. 

A máquina abortista enferruja suas peças, mas o conjunto maquinário de ceifar vidas continuará a funcionar, pois os recursos oriundos dos contribuintes americanos é pequena parcela do investimento total para o movimento abortista. Como exemplo, as doações de fundações e de megainvestidores continuarão a despejar colossais quantias de dinheiro na indústria abortista mundial. O que importa é que, com essa medida, os EUA se posicionam como liderança no combate ao aborto. Neste contexto da defesa da vida, como se alegar uma afronta a “direitos reprodutivos” onde a busca por tais “direitos” representa o regresso social e coloca em risco a vida humana em gestação e a saúde das mulheres? Direitos servem para trazer o progresso e o bem-estar sociais. 

É incoerente pensar o contrário. Platão, na República, já afirmava que a tríade do conhecimento é formada por Ciência, Opinião e Ignorância, esta última decorrendo da ausência do conhecer. A Opinião subentendida neste artigo reflete a Ciência, especificamente a biológica, que comprova o surgimento da vida humana na concepção, desde lá devendo ser protegida. Aos pró-aborto resta o inalcançável percurso de desfigurar a Ciência, usando-se de Opinião desvinculada da realidade, mais próxima da última componente desta tríade platônica

Que outras nações se espelhem na inciativa americana, cessando o fornecimento de recursos públicos à lucrativa cadeia produtiva do aborto, cuja principal matéria prima é a vida humana.
Casa Luz
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